Carne de baleia obtida pelo Greenpeace no Japão, durante uma investigação que revelou o contrabando do produto do navio-fábrica Nisshin Maru, que participa do programa baleeiro no Santuário da Antártica.
Uma corte em Aomori, no Japão, decidiu que os ativistas do
Greenpeace que denunciaram o contrabando de carne de
baleia do programa baleeiro japonês permanecerão sob
custódia sem acusações formais pelo prazo máximo permitido pela lei
- 23 dias.
Junichi Sato e Toru Suzuki foram presos no dia 20 de junho depois de
denunciarem o contrabando, apesar de terem se oferecido para
cooperar com qualquer investigação policial e terem submetido
comunicados escritos e assinados sobre a investigação sigilosa que
promoveram para revevar a irregularidade.
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pela libertação dos ativistas. Acesse a seção deOceanos e envie uma
carta para autoridades japonesas.
Cerca de 190 mil pessoas enviaram cartas ao governo japonês
exigindo alibertação de Junichi e Toru, e também uma investigação
completa sobreo escândalo denunciado. Protestos foram realizados em
frente aembaixadas japonesas em 33 cidades em 29 países de todo o
mundo.
Veja aqui como foi em São Paulo.
Veja aqui como foi em Manaus.
"Com essa prorrogação da detenção, Junichi e Toru ficarão 23
dias presos sem acusação formal, apesar de terem dado à polícia
toda a informação que precisavam. É mais tempo do que o promotor
público de Tóquio levou investigando a evidência apresentada pelo
Greenpeace de irregularidades no programa baleeiros japonês",
afirma Gerd Leipold, diretor executivo do Greenpeace Internacional.
"As autoridades no Japão têm que redirecionar sua energia para
investigar os crimes acobertados pela indústria baleeira e setores
do governo, não o método para expor a evidência disso."
Em uma mensagem enviada por meio de seus advogados, Junichi e
Toru agradeceram o apoio recebido.
"Ainda precisamos de sua ajuda. Ficaremos detidos por mais 10
dias, sem acusações. Por favor encoragem seus amigos a enviarem
cartas ao governo japonês e continuem acompanhando as notícias do
Greenpeace sobre quais outras ações que você pode tomar para
assegurar que o contrabando de carne de baleia seja investigado
pelas autoridades."
Os ativistas fazem parte da equipe do Greenpeace que, ao longo
de quatro meses,investigou denúncias sobre ilegalidades no
programa científico, que estaria sendo usado como disfarce
para a caça comercial. As investigações resultaram em um dossiê detalhado,entregue a
Procuradoria Pública de Tóquio no dia 15 de maio, juntamentecom uma
peça chave da evidência: a caixa de carne de baleiainterceptada
pelos ativistas.
No dia da prisão de Sato e Suzuki, o escritório do Greenpeace no
Japãofoi revistado por mais de 10 horas. Nesse período, ninguém
foiautorizado a usar o telefone e as conversas entre os
funcionários doescritório foram proibidas. A operação policial
realizada às vésperasda reunião anual da Comissão Internacional Baleeira
(CIB), que aconteceu no Chile, foi absolutamente
desproporcional à acusação.
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