Notícia - 17 - jan - 2002
A Justiça dos Estados Unidos inocentou hoje nove ativistas do
Greenpeace que respondiam a processo por contravenção simples,
movida pelo governo norte-americano. Eles foram levados ao tribunal
por terem invadido, no dia 14 de julho de 2001, a base aérea de
Vandenberg, Califórnia, durante manifestações pacíficas contra o
programa de defesa antimísseis, conhecido como Guerra nas Estrelas.
Apesar de inocentados, eles estarão sob "observação" durante um
ano. Durante o julgamento, ocorrido nesta manhã em Los Angeles,
cada um deles proferiu fortes declarações, ressaltando os seus
valores morais e a objeção, sob argumentos legais, ao Guerra nas
Estrelas (1).
Além deles, outros seis ativistas e mais dois jornalistas
independentes também respondem ao mesmo processo e serão levados a
tribunal em 15 de abril. A Procuradoria da Justiça dos Estados
Unidos anunciou que eles estão sujeitos a serem punidos com algum
tempo de detenção.
"Estamos muito satisfeitos com a decisão da Justiça norte-
americana. Agora, nossos ativistas estão livres e podem ir para
casa. No entanto, a Procuradoria da Justiça continua sendo injusta
ao perseguir os demais acusados", disse o coordenador da campanha
internacional de Desarmamento do Greenpeace, Mike Townsley. "Todos
assumiram as mesmas responsabilidades. Portanto, todos deveriam
receber as mesmas punições - ou seja, serem inocentados. Não há
justificativa para punir uns e inocentar outros", acrescentou.
O protesto na Base Aérea de Vandenberg visava alertar a
comunidade internacional sobre a ameaça que os testes representam
para a segurança mundial. De acordo com o Greenpeace, o programa
"Guerra nas Estrelas " pode dar início a uma nova corrida
armamentista.