Protesto contra encontro promovido por Bush acaba em prisão de ativistas

Notícia - 26 - set - 2007
Manifestação foi realizada às portas do Departamento de Estado americano onde se reuniram os Grandes Emissores, países que mais contribuem para o aquecimento global.

Greenpeace e outras três ONGs protestam no prédio do Departamento de Estado americano, em Washington, onde o governo Bush promoveu encontro com os 16 países mais poluidores do planeta.

O diretor-executivo do Greenpeace EUA, John Passacantando, e cerca de 50 outros ativistas foram presos nesta quinta-feira durante protesto realizado em frente ao prédio do Departamento de Estado americano contra o encontro promovido pelo presidente Bush com os Grandes Emissores - países que mais contribuem para o aquecimento global. A mensagem da manifestação foi de que os Estados Unidos estão tomando o caminho errado para discutir o tema.

"Estamos aqui para registrar nosso protesto a essa charada", afirmou Passacantando. "O presidente Bush está tentando levar o mundo para a direção errada na questão do aquecimento global, e este encontro nada mais é do que um esforço de propaganda para desviar as críticas internacionais contra a atuação americana."

As quatro organizações ambientais que promoveram o protesto - Greenpeace, Oil Change International, Chesapeake Climate Action Network e o Conselho de Emergência Climática dos EUA - estão convocando os países que compareceram ao encontro para tomarem medidas concretas contra o aquecimento global e resistirem às intenções do presidente Bush de sabotar o Protocolo de Kyoto.

Todos os países em desenvolvimento que compareceram ao encontro - incluindo China e Índia - assinaram o Protocolo de Kyoto e trabalham ativamente pelo seu sucesso. A China também estabeleceu metas próprias de produção de energia renovável (15% até 2020), além de metas de eficiência energética. Enquanto isso, Bush ameaçou vetar o projeto de lei que tramita no Congresso americano que dá um gás nas energias renováveis nos Estados Unidos.

O Greenpeace considera as negociações sobre o Protocolo de Kyoto que acontecerão em dezembro na ilha de Bali, na Indonésia, como as únicas legítimas em relação à discussão sobre o aquecimento global. Se obtiver sucesso, o encontro poderá estabelecer um calendário de dois anos para a negociação de uma segunda fase do Protocolo, que teria início em 2013.


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