Carne de baleia proveniente do Santuário de Baleias da Antártica e interceptada pelo Greenpeace durante investigação sobre contrabando promovido por tripulantes do Nisshin Maru, navio-fábrica da frota baleeira japonesa.
Os dois ativistas do Greenpeace presos no Japão, no dia 20 de junho,
depois de denunciarem um grande esquema de venda
ilegal de carne de baleia envolvendo o programa de caça científica
do governo, terão que responder na Justiça por furto e intercepção.
Protestos realizados em todo mundo pedindo a liberdade de Junichi
Sato e Toru Suzuki não foram suficientes para convencer as
autoridades japonesas de que os dois agiram somente em defesa das
baleias.
"Desde o início ficou claro que a detenção dos ativistas foi
provocada por forças poderosas dentro do governo japonês, numa
clara tentativa de silenciar um protesto pacífico e proteger o
chamado programa científico de caça de baleias", disse Gerd
Leipold, diretor executivo do Greenpeace Internacional.
"Ação policial foi muito mais que uma investigação sobre o roubo
da caixa que continha a carne de baleia. Toru e Suzuki não teriam
sido detidos se tivessem interceptado qualquer outro tipo de
contrabando", avaliou Leipold.
O Greenpeace Brasil fez manifestações na frente dos consulados
do Japão em São Paulo e em Manaus. Os ativistas brasileiros
entregaram nos consulados um abaixo assinado com mais de 2,5 mil
assinaturas de internautas brasileiros pedindo pela liberdade de
Sato e Suzuki.
Clique aqui e participe da nossa cyberação
pela libertação dos ativistas. Acesse a seção deOceanos e envie uma
carta para autoridades japonesas.
"Também entregamos uma carta ao Ministério das Relações
Exteriores pedindo a intervenção do governo brasileiro ao governo
japonês que criminalizou os ativistas do Greenpeace que denunciaram
a caça comercial de baleias em vez dos responsáveis pela prática
ilegal que fere o acordo internacional de moratória firmado, em
1986, na Conferência Internacional Baleeira (CIB)", disse a
coordenadora da campanha de Baleias do Greenpeace Brasil, Leandra
Gonçalves.
Quase 250 mil pessoas enviaram cartas para o Governo japonês
para pedir a libertação dos dois e para o governo abrir um
inquérito completo sobre a venda ilegal de carne de baleia.
Protestos como o do Brasil, foram realizados em embaixadas de 30
países. Organizações ambientais e de direitos humanos de todo o
mundo, incluindo a Rede de Advogados Observação dos Direitos
Humanos, Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal, Artigo 19,
Transparência Internacional, Oceana, Ubuntu, e Oxfam, também
enviaram cartas de apoio aos ativistas.
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