Estação de Resgate Climático instalada pelo Greenpeace ao lado da mina de carvão Jóźwin IIB, na Polônia, onde ativistas foram atacados por trabalhadores quando tentavam protestar no local.
O carvão é o grande vilão climático do mundo e sua queima
contínua em países como a Polônia traz problemas sem fim ao planeta
- as mudanças climáticas estão aí para não nos deixar mentir. Mas
os trabalhadores poloneses da mina de carvão Józwin IIB ainda não
acordaram para essa realidade e, pior, agridem quem tenta mudar o
estado das coisas para melhor. Ativistas do Greenpeace foram
atacados nesta segunda-feira (24/11) quando tentavam protestar na
mina ao lado de uma gigantesca escavadeira. Um jornalista que
acompanhava os ativistas foi espancado.
Vale ressaltar que moradores da região também estão preocupados
com a mineração de carvão no local e com os planos de expansão da
atividade, que coloca em risco suas casas, estilo de vida e
saúde.
A saúde do planeta também está em xeque, graças em boa parte por
conta da queima de combustíveis fósseis como o carvão. Precisamos
baixar o quanto antes as emissões de CO2 na atmosfera, abraçando em
troca a geração de energia por meio de fontes limpas e
renováveis.
A Polônia é totalmente dependente do carvão, combustível fóssil
responsável por 90% da energia do país, e a sua queima faz do país
um dos 20 maiores poluidores do clima do mundo. Não à toa a próxima
reunião da ONU para discutir as mudanças climáticas acontecerá a
partir de 1o. de dezembro na cidade de Poznan, na Polônia. O país
poderia ter um papel de liderança nas negociações, se comprometendo
decisivamente em reduzir suas emissões e limpando sua matriz
energética como prevê o relatório [R]evolução Energética do
Greenpeace - segundo o estudo, a Polônia poderia gerar 80% de sua
energia por meio de fontes renováveis em 2050, caso dê início à
mudança no modo como obtém essa energia.
"Nossa ação não foi contra os trabalhadores mas contra o governo
polonês. Exigimos que a política energética da Polônia estabeleça
um plano claro para acabar com a exploração de carvão e implemente
projetos com energias renováveis e eficiência energética", afirmou
Magdalena Zowsik, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace
Polônia.
A União Européia está às vésperas de acertar um acordo como
resposta às mudanças climáticas, com uma série de leis conhecida
como "pacote climático". A posição da Europa terá um papel crucial
no debate global para fortalecer o Protocolo de Kyoto, culminando
em Copenhagen no final do ano que vem.
"A Polônia e o mundo precisam de uma revolução energética, não
mais do mesmo", disse Zowsik. "A ciência é inequívoca, se
continuarmos queimando carvão, vamos provocar danos irreparáveis ao
planeta."
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