Ativistas e simpatizantes da causa se prenderam uns aos outros com algemas para dar apoio aos dois ambientalistas japoneses que podem ser condenados a até 30 anos de prisão.
Na semana do aniversário de 60 anos da declaração dos Direitos
Humanos, ativistas do Greenpeace de todo o mundo organizarão
manifestações de apoio a dois ambientalistas japoneses que podem
ser condenados a até 30 anos de prisão. No Brasil, o protesto
aconteceu nesta segunda-feira (8/12), na avenida Paulista, em
frente ao vão livre do MASP, onde ativistas e simpatizantes da
causa se prenderam uns aos outros com algemas.
Assista o vídeo:
Além disso, diretores executivos dos escritórios do Greenpeace
de vários diferentes países, incluindo o brasileiro Marcelo
Furtado, estão no Japão para convencer os embaixadores de seus
países a pressionar as autoridades japonesas a serem justas no
julgamento. "Houve uma inversão de papéis, os responsáveis pelo
programa de caça científica, que na verdade é um disfarce para a
caça comercial de baleias, é que deveriam estar respondendo a um
processo", diz Marcelo Furtado, diretor executivo do
Greenpeace.
Os dois ativistas japoneses, Junichi Sato e Toru Suzuki foram
presos no dia 20 de junho, depois de denunciarem um grande esquema
de venda de carne de baleia, proibida por uma moratória por mais de
20 anos, envolvendo o governo japonês. Depois de quatro meses de
investigação, o Greenpeace chegou a indícios de um esquema de
tráfico de carne de baleia envolvendo a tripulação do navio-fábrica
Nisshin Maru, que oficialmente caça baleias para pesquisas
científicas.
Uma das caixas retiradas do barco foi interceptada pelos
ativistas para comprovar o esquema de fraude. A identificação dizia
que a caixa continha papelão, mas na realidade trazia 23,5 quilos
de carne de baleia, com valor estimado de US$ 3 mil. "Está claro
que a prisão dos ativistas é um ato político para silenciar um
protesto pacífico e proteger o chamado programa científico de caças
a baleias, financiado pelo governo japonês com os impostos da
população oriental", diz a coordenadora da campanha de baleias,
Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de oceanos do
Greenpeace.
A carne de baleia não faz mais parte da cultura japonesa. De
acordo com pesquisa encomendada pelo Greenpeace, 71% da população é
contra a caça. Em outra pesquisa, realizada pelo jornal japonês
Asahi, 96% dos entrevistados disseram que poucas vezes ou nunca
comem a carne.
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caça de baleias agora!