Avó de Obama ganha painel solar

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Notícia - 19 - ago - 2009
Instalação pelo Greenpeace de painéis solares promove uso de energia renovável para ampliar acesso a eletricidade sem contribuir para o aquecimento global.

Avó do presidente Barack Obama recebe painel solar em Kogelo no Quênia.

Jovens quenianos que fazem parte da Geração Solar do Greenpeace instalaram painéis solares na escola Senador Barack Obama e na casa da avó do presidente americano, Mama Sarah, em Kogelo, no Quênia. A idéia é mostrar   como é possível levar energia até lugares remotos, incentivando tecnologia limpa, segura e renovável e sem contribui para agravar o aquecimento global. Kogelo é uma cidadezinha rural perto do Lago Vitória, na parte oeste do Quênia, onde viveu o pai de Obama e na qual ainda mora sua avó.  O Quênia, assim como vários outros países na África, está na fronteira dos impactos das mudanças climáticas e já sofre com redução das chuvas, que agrava problemas com a agricultura e inviabiliza hidrelétricas em larga escala. 

"Eu estou muito lisonjeada com as melhorias da minha casa graças à energia solar. Vou garantir que meu neto fique sabendo disso. Nós também qualificamos os jovens na vila que podem ajudar na manutenção dos sistemas solares", disse Mama Sarah.

As instalações dos painéis fazem parte de um workshop de 20 dias proposto pela Geração Solar do Greenpeace com 25 jovens do Programa da Juventude da Comunidade de Kibera, a segunda maior favela do mundo, e membros da comunidade de Nyang'oma Kogelo. Os jovens estão aprendendo como os painéis solares geram eletricidade, sua instalação e manutenção e a auto-montagem de lâmpadas solares.

Além de terem baixo impacto ambiental e serem fundamentais para o combate ao aquecimento global, as renováveis têm um forte apelo econômico. Em vários lugares do mundo, a indústria solar está pronta e capaz para atender a toda demanda de energia. O custo do kWh gerado nos painéis ainda é superior aos custos da energia das hidrelétricas e mesmo das termelétricas, mas deve se igualar ao custo médio da energia fornecida à rede nos próximos cinco anos. Sem impedimentos técnicos ou econômicos, os desafios para que a energia solar emplaque no mundo devem mirar a derrubada das barreiras políticas.

No Brasil o caminho é mais longo, mas as barreiras políticas já estão sendo quebradas. "A energia solar ainda é cara e não recebe subsídios do governo, mas as discussões sobre o incentivo às energias renováveis estão avançando", disse Ricardo Baitelo, da campanha de energia do Greenpeace no Brasil. Uma legislação consistente para o setor está tramitando no Congresso Nacional e prestes a ser votada. Essa legislação é o ponto de partida para a inserção do Brasil em um mercado que movimentou cerca de US$ 155 bilhões no mundo em 2008 e que cresce em média 30% ao ano. O Projeto de Lei 630 prevê incentivos ao desenvolvimento das energias renováveis como o direito de distribuir e vender energia gerada por turbinas de vento, biomassa ou placas solares à rede ou em comunidades isoladas e a restrição a participação das termelétricas nos leilões de energia.

Faltando apenas 15 semanas para a Conferência do Clima em Copenhague, o Greenpeace pede que os líderes mundiais repliquem as ações dos jovens em Kogelo e transformem sua retórica em ação em Copenhague. Para tanto é necessário que os países ricos contribuam com US$ 140 bilhões anualmente para garantir a adaptação e a mitigação dos países em desenvolvimento às mudanças climáticas, além da proteção de florestas remanescente nestes países. "Chegou a hora de os países industrializados darem algo de volta. Na reunião de Copenhague, em dezembro, o presidente Obama e outros líderes mundiais devem negociar para combater o caos climático" disse Abigail Jabines, do Greenpeace.

A geração Solar é um programa do Greenpeace que conta com aparticipação de jovens de 14 a 35 anos na mobilização pública sobre asmudanças climáticas, incentivando as energias renováveis.  

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