Grupo de 40 baleias jubartes se alimentam em volta do navio Esperanza, que está em expedição na Antártica para impedir a caça promovida pelo Japão.
O governo brasileiro aderiu nos últimos dias de 2007 ao protesto
diplomático formal do governo da Austrália contra a caça de baleias
promovida pelo Japão. O protesto foi apresentado pelo embaixador
australiano no Japão e conta com o apoio de 31 países - é o maior
protesto internacional já feito contra o programa de caça às
baleias do Japão.
Entre as preocupações da Austrália em relação ao programa de
caça japonês é o prejuízo que ele pode causar à sua indústria de
turismo de observação de baleias, que movimenta mais de US$ 300
milhões por ano. Para monitorar as atividades da frota baleeira
japonesa, a
Austrália enviou à Antártica um navio e um avião de
reconhecimento.
Os países que se juntaram à Austrália no protesto são:
Argentina, Áustria, Bélgica, Brasil, Chile, Costa Rica, Croácia,
República Tcheca, Equador, Finlândia, França, Alemanha, Grécia,
Irlanda, Israel, Itália, Luxemburgo, México, Mônaco, Holanda, Nova
Zelândia, Portugal, San Marino, Eslováquia, Eslovênia, Espanha,
Suécia, Reino Unido e Uruguai. A Comissão Européia também
participou do protesto.
O governo australiano e os demais países que formalizaram o
protesto contra o Japão acreditam que não há justificativa
aceitável para a caça de baleias. A Au
A iniciativa respalda politicamente a expedição que o Greenpeace
realiza na Antártica para impedir a matança de baleias pela frota
baleeira japonesa. O Greenpeace está na região com seu navio
Esperanza e sua tripulação promove também o
projeto A Trilha das Grandes Baleias, pesquisa científica
não-letal com um grupo de 20 jubartes que foram marcadas com
sensores que transmitem sinais via satélite. .
Confira as
últimas informações publicadas sobre o projeto A Trilha das Grandes
Baleias e a expedição do Greenpeace na Antártica no blog de
Oceanos. O blog está sendo atualizado quase que diariamente
pela bióloga Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de Oceanos
do Greenpeace Brasil.
O Japão pretende caça quase mil baleias este ano no Oceano
Antártico - 935 da espécie minke e 50 da espécie fin. Baleias
jubartes também estavam na lista para serem caçadas mas, uma semana
antes do protesto internacional encabeçado pela Austrália, o
Japão anunciou que deixaria de fora essa espécie que está ameaçada
de extinção. Por esse motivo ela não é caçada desde a década de
1960.
O Oceano Antártico é onde se localiza um dos santuários de
baleias no mundo - o outro é no Oceano Índico. O Brasil e alguns
países conservacionistas pleiteam a criação de um novo Santuário de
baleias, o do Atlântico Sul.
O Japão afirma que caça baleias por questões científicas, mas
admite que o faz apenas como alternativa à caça comercial, proibida
desde 1986 devido à moratória imposta pela Comissão Internacional
Baleeira (CIB). A carne das baleias caçadas pelos japoneses no
Santuário Antártico é processada e empacotada no navio-fábrica
Nisshin Maru, que faz parte da frota baleeira, e vendida no Japão.
No entanto, o mercado para esse tipo de produto está em baixa.
"O Japão diz que faz pesquisa científica, mas em dois anos não
apresentou resultados convincentes. Além disso, a carne de baleia
já não tem mais mercado no Japão e o dinheiro usado para tudo isso
é público. O Japão deveria voltar com sua frota imediatamente ao
porto", afirma Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de
Baleias do Greenpeace Brasil e também do programa não-letal A
Trilha das Grandes Baleias, que está a bordo do Esperanza.
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novo Nisshin Maru.