Cargill é condenada a realizar Estudos de Impacto Ambiental, mas porto em Santarém continua aberto

Notícia - 26 - abr - 2007

A 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1a Região condenou no início desta semana (23/04) a multinacional Cargill a realizar o Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima), mas permitiu que a empresa continue operando seu porto graneleiro em Santarém, no Pará. A decisão da maioria dos desembargadores foi contrária ao do relator, o desembargador federal Souza Prudente, que resultou no fechamento do terminal graneleiro há um mês. Para ele, o EIA-Rima deveria ser prévio (e não póstumo), já que, por lei, ele é pré-requisito para aprovação de empreendimentos deste tipo.

No último dia 12/04, o desembargador federal Carlos Fernando Mathias, do Tribunal Regional Federal (TRF), havia concedido liminar autorizando a reabertura do porto da Cargill em Santarém. Em sua decisão, o desembargador Mathias também reafirma a necessidade de se fazer os Estudos de Impacto Ambiental (EIA/Rima).

De acordo com assessoria de imprensa do TRF, a Cargill ainda pode apelar da decisão de fazer o EIA-Rima no Tribunal Regional Federal, no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo nota divulgada pela empresa, a Cargill "está analisando o conteúdo completo da sentença para, depois disso, poder avaliar os próximos passos", dando a entender que pretende continuar explorando as brechas da confusa legislação brasileira para continuar operando seu porto sem respeito à legislação e muito menos ao meio ambiente amazônico.

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