Notícia - 29 - jan - 2008
Empresa segue os passos da Bunge e rotula as marcas Liza e Veleiro. Greenpeace fez denúncia da irregularidade em 2005.
Cargill e Bunge ignoraram durante quatro anos a lei de rotulagem brasileira, que determina a rotulagem de todo produto que usa 1% ou mais de soja transgênica.
Depois da Bunge rotular seu óleo Soya, agora é a vez da Cargill
anunciar que vai colocar o símbolo de transgênico em seus óleos de
soja Liza e Veleiro, conforme determina a lei de rotulagem em vigor
no Brasil desde 2004.
Ambas as empresas foram obrigadas a tomar a iniciativa por
determinação da Justiça, que aceitou ação civil pública do
Ministério Público de São Paulo exigindo a rotulagem. O MP-SP, por
sua vez, se baseou em
denúncia feita pelo Greenpeace em 2005 que revelou como Cargill
e Bunge desrespeitavam a lei e os consumidores ao não informar
sobre o uso de soja transgênica na fabricação dos óleos.
De acordo com a lei, todos os produtosfabricados com mais de 1%
de organismos geneticamente modificados devem trazeressa informação
no rótulo. Isso vale mesmo para produtos como o óleo, amaionese e a
margarina, em que não é possível detectar o DNA transgênico.
"Após quatro anos da entrada em vigor da lei,
e dois anos de nossa denúncia, as empresas finalmente resolveram se
adequar", afirmou Gabriela Vuolo, coordenadora da campanha de
Engenharia Genética do Greenpeace.
"Agora vamos continuar com a pressão para que
tanto a Bunge como a Cargill rotulem também outros produtos, como
margarinas e maioneses, fabricadas com a mesma soja transgênica. Só
assim os brasileiros vão poder realmente exercer seu direito de
escolha, queé garantido por lei."
Confira o nosso Guia
do Consumidor, com a lista das empresas que têm produtos livres
de transgênicos.
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