Blá, blá, blá

Notícia - 27 - abr - 2009
Maiores emissores de gases de efeito estufa do mundo perdem a chance de salvar o clima do planeta mais uma vez. Fórum das Grandes Economias do Mundo sobre a Energia e o Clima, promovido pelo presidente Obama em Washington terminou hoje com muita retórica, mas sem ações concretas.

Ativistas do Greenpeace penduraram banner durante o Fórum das Grandes Economias sobre a Energia e o Clima, pedindo aos 17 países que mais emitem gases do efeito estufa um acordo climático justo e sólido, se quisermos salvar o planeta.

Para o Greenpeace, o encontro que reuniu as 17 nações mais poluentes do mundo para discutir o futuro da política climática do planeta foi uma perda de tempo. Embora não esteja formalmente ligado às negociações da ONU sobre o clima, o Fórum era considerado pela administração Obama como um meio de acelerar e facilitar o processo de elaboração do documento que sucederá o Protocolo de Quioto. Esse novo acordo deverá ser finalizado no final deste ano em Copenhagen, na Dinamarca.

"A falta de liderança das maiores economias, sejam elas dos países desenvolvidos ou em desenvolvimento colocam em risco a nossa capacidade de responder aos desafios das mudanças climática e atender as expectativas daqueles que já vivem seus impactos. Temos apenas alguns meses até a reunião de Copenhagen, os líderes mundiais da Europa, Estados Unidos, Brasil China e Índia têm que passar do discurso para a ação", afirma Marcelo Furtado, diretor executivo do Greenpeace.

Nessa discussão, cabe ao Brasil: zerar o desmatamento até 2015, aumentar o percentual de geração de energia por fontes renováveis e proteger os oceanos por meio da criação áreas marinhas protegidas. O Brasil precisa agir com coerência. "Não adianta anunciar um plano de mundanças climáticas e impressionar a comunidade internacional, com a promessa de salvar a Floresta Amazônica e, logo depois, aprovar a construção da rodovia BR 319, na Amazônia, ou atender ao pleito de ruralistas radicias apoiando a mudança do código florestal", completa Furtado. 

Ontem (27/4), primeiro dia da reunião, ativistas do Greenpeace penduraram banner pressionando os 17 países participantes a fecharem um acordo climático justo e sólido, se quisermos salvar o planeta.

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