Cientistas contra transgênicos são barrados da audiência

Notícia - 18 - mar - 2007
CTNBio não aprovou a participação deles na discussão sobre o milho geneticamente modificado. Há sete pedidos de liberação comercial na pauta da Comissão. Duas variedades - uma da Bayer e outra a Monsanto - poderão ser votadas e aprovadas ainda esta semana, em reunião da CTNBio marcada para quarta e quinta-feira, também em Brasília.

Na vã tentativa de opor ciência e o meio ambiente, a CTNBio deixou de fora da audiência pública desta terça-feira um rol de cientistas contrários à aprovação comercial do milho transgênico no Brasil. Eles tentaram se inscrever para a discussão, mas seus nomes não foram aprovados pela CTNBio. O encontro, transmitido online ao vivo pelo Greenpeace, discute o milho transgênico da Bayer e outras seis variedades, o pedido de liberação comercial delas no Brasil e as preocupações da comunidade científica e ambientalista em relação aos impactos negativos desse organismo geneticamente modificado no país.

A realização da audiência foi exigida pela Justiça, para que a CTNBio fosse obrigada a discutir a liberação comercial das variedades de  milho transgênico em pauta. Após a realização da audiência pública, a CTNBio está autorizada a discutir, votar e aprovar ou não os pedidos da Bayer e de outras empresas de biotecnologia. A próxima reunião da CTNBio para discutir o tema acontecerá no dia seguinte, quarta-feira (dia 21) e poderá ser a primeira sobre as novas regras da MP 327. O presidente Lula está com MP em mãos para vetá-la ou sancioná-la. A decisão tem que ser tomada até quarta-feira (dia 21), dia da reunião da CTNBio. Duas emendas inseridas na MP por deputados federais tornam ainda mais urgente o veto presidencial. Uma reduz o número de votos necessários para a aprovação comercial de transgênicos na CTNBio e outra legaliza plantações irregulares de algodão no país.

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