Clima merece mais do que um plano sem inovação ou senso de urgência

Notícia - 3 - dez - 2008
Por isso enviamos ao Ministério do Meio Ambiente propostas para melhorar o Plano Nacional sobre Mudança do Clima do governo.

O PNMC ignora propostas como o Desmatamento Zero, ferramenta essencial para eliminar a principal causa das emissões no Brasil, que é a derrubada da floresta amazônica.

O Greenpeace encaminha nesta quarta-feira (29/10) ao Ministério do Meio Ambiente um documento com propostas a serem incorporadas ao Plano Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC), lançado pelo governo no dia 29 de setembro. As propostas do governo, na avaliação do Greenpeace, são fracas.

"Trata-se de uma colagem de ações já existentes, sem inovações ou senso de urgência. O PNMC ignora propostas como o Desmatamento Zero, ferramenta essencial para eliminar a principal causa das emissões no Brasil, e não reconhece os oceanos como o principal sumidouro de CO2", afirma o coordenador da campanha de clima do Greenpeace, Guarany Osório.

O plano também não considera a possibilidade de uma revolução energética com o uso de fontes renováveis e, assim, desperdiça a oportunidade de dar um salto tecnológico.

Além disso, o governo não apresenta posição inovadora para ser levada às negociações internacionais. Nesse sentido, o Greenpeace defende como proposta de negociação internacional o "Florestas pelo Clima", mecanismo com potencial de arrecadar até € 14 bilhões por ano para reduzir rápida e drasticamente as emissões provenientes de desmatamento.

O Florestas pelo Clima permite que países desenvolvidos alcancem uma porcentagem do total de suas reduções de emissões obrigatórias com a compra de Unidades de Redução de Emissão de Desmatamento de Florestas Tropicais (TDERUs). O financiamento do mecanismo virá de uma contribuição mínima obrigatória dos países desenvolvidos. Em contrapartida, nações em desenvolvimento que concordarem em participar deste mecanismo, terão a obrigação de reduzir emissões permanentes.

Conheça aqui a íntegra das propostas do Greenpeace ao Plano Nacional sobre Mudança do Clima, do governo federal.

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