Notícia - 29 - set - 2009
Confusões na Comissão do Código Florestal
Floresta Amazônica queima no Pará.
Foi dado início ontem ao processo de instalação da Comissão
Especial do Código Florestal. A sessão da Câmara dos Deputados, que
tinha como objetivo eleger o presidente e os vice-presidentes da
comissão, além do relator da proposta, foi uma verdadeira confusão.
Tudo começou com a nomeação do deputado Sarney Filho (PV-MA) como
2º presidente da comissão, que contou com o aval do presidente da
Casa, Michel Temer (PMDB-SP). Liderados por Edson Duarte (PV-BA),
os parlamentares ambientalistas se negaram a apoiar a escolha que
nunca foi discutida anteriormente.
A chapa proposta para compor a Comissão Especial do Código
Florestal era formada pelos deputados Moacir Micheletto (PMDB-PR)
para presidente; Homero Pereira (PR-MT) para relator; Giovani
Queiroz (PDT-PA) para primeiro vice-presidente; Sarney Filho
(PV-MA) como segundo vice-presidente; e Luis Carlos Heinze para
terceiro vice-presidente. Segundo Colatto, a chapa teria sido
formada a partir de um acordo entre os partidos que compõem a
Comissão de Agricultura. O acordo nunca existiu.
Depois de as lideranças do PV, PSOL, PT e PCdoB reclamarem que
não foram ouvidas na formação da chapa, a maioria dos deputados se
posicionou a favor de suspender a votação para a escolha dos
integrantes da comissão. O clima piorou ainda mais quando o
presidente da sessão, deputado Valdir Colatto (PMDB-SC), encerrou a
reunião sem dar a palavra ao líder do PSOL, Ivan Valente (SP). Pelo
regimento interno da Casa, os líderes tem prerrogativa de fala em
qualquer momento.
Hoje seria realizada uma nova sessão da Comissão Especial do
Código Florestal, mas o PV conseguiu obstruir as votações do
Plenário, na busca de uma composição adequada da comissão. A nova
batalha está marcada para a próxima terça-feira (06/10). Após
definir a presidência da Comissão Especial, 45 sessões devem ser
realizadas em aproximadamente 90 dias.