Queimada na Amazônia - causa direta do aquecimento global.
Zerar o desmatamento, investir em energias renováveis e em
programas de eficiência energética são fundamentais para combater
as mudanças climáticas. Isso a gente sabe há algum tempo e temos
alertados às autoridades governamentais para a importância dessas
medidas. Pois parece que elas finalmente se deram conta disso. Foi
aprovado, quarta-feira (18/6) em Brasília, o relatório final da
Comissão Mista Especial de Mudanças Climáticas do Congresso
Nacional, elaborado pelo senador Renato Casagrande (PSB-ES).
O documento, que faz um diagnóstico da atual situação climática,
analisa os recursos destinados à pesquisa e ao financiamento das
atividades de adaptação e mitigação, e consolida os debates,
recomendações (51 ao todo) e propostas legislativas referentes ao
tema, traz em seu texto as três pedras de toque que o Greenpeace
sempre levanta nas discussões sobre o assunto.
"Esperamos que esse documento não seja arquivado e esquecido, e
quesirva como base para subsidiar o Plano Nacional de Mudanças Climáticasanunciado
pelo governo brasileiro e que no momento está atrasado.
Émuito importante que o executivo dialogue com o legislativo de
formatransparente e que incorpore as recomendações propostas pelo
relatório,pois durante as audiências públicas ficou claro que a
sociedadebrasileira reconhece a necessidade e a urgência de se
enfrentar a criseclimática de forma efetiva, com compromissos
mensuráveis de redução deemissões", afirma Luis Piva, coordenador
da campanha de clima doGreenpeace Brasil.
Ao longo de um ano e meio de atividades, foram debatidos temas
importantes sobre clima no Brasil e no mundo tais como florestas,
energia, mercado de carbono, agricultura, recursos hídricos, zonas
costeiras, transportes, entre outros. As audiências públicas
realizadas pela Comissão contaram com a participação da sociedade
civil - entre elas o Greenpeace -, instituições de pesquisa e do
setor privado.
O relatório é enfático ao priorizar a redução de emissões pelo
combate ao desmatamento, já que esse é o grande vetor de emissões
do Brasil - cerca de 75% das emissões vêm da derrubada de
florestas, principalmente a amazônica, e faz referência ao pacto do desmatamento zero, proposto pelo
Greenpeace e outras organizações ambientalistas.
No setor energético, o documento propõe a realização de leilões específicos para aquisição
de energia eólica e biomassa, e criação de cooperativas de
pequenos produtores para geração de energia, além de fazer
referência ao relatório Revolução Energética, do
Greenpeace. O documento recomenda também a adoção de políticas e
estratégias para reduzir o consumo de energia e promover a
eficiência energética.
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