Notícia - 2 - out - 2008
Texto de 1988 ainda tem, no entanto, alguns pontos indefinidos, como a incorporação de aspectos ambientais no uso do solo.
Momento da promulgação, no Congresso Nacional, da Constituição brasileira de 1988. Na ocasião, Ulysses pronunciou as palavras históricas: "Declaro promulgado o documento da liberdade, da democracia e da justiça social do Brasil"
A Constituição Federal brasileira completa, neste domingo (5
deoutubro), 20 anos de existência, e o meio ambiente tem muito o
quecomemorar. Graças ao texto aprovado pelos parlamentares em 1988,
aquestão ambiental passou a ser tratada como assunto de interesse
detodos os brasileiros, cabendo a cada um de nós cuidar para
garantir seuuso pelas gerações futuras.
Entre os avanços na área ambiental promovidos pela Constituição
está ofato de exigir que todas as obras que tenha grande impacto
ambiental sósejam implementadas com a realização de um estudo que
identifiquepossíveis problemas ao meio ambiente - o EIA-Rima. A
Carta Magna tambémpassou a exigir que alguns assuntos, como a
energia nuclear, fossemtratados de um mode especial. Neste caso, o
texto determina que só umalei votada e aprovada no Congresso
Nacional pode autorizar a construçãode usinas atômicas no país.
A Constituição de 1988, que declarou a Amazônia e a Mata
Atlântica comopatrimônios nacionais, propiciou também avanços no
poder departicipação da sociedade civil, que passou a contar com
diversosinstrumentos para uma atuação rigorosa na defesa de seus
interesses.
Porém, é importante ressaltar que muitos aspectos da
Constituição aindadependem de detalhamento por leis específicas,
para que sejamplenamente efetivados. É o caso da incorporação dos
aspectos ambientaisna definição do atendimento da função social da
propriedade. Se o poderpúblico passar a exigir o cumprimento de
requisitos ambientais no usoda propriedade, o dono de terras vai
ser pressionado a usar melhor apropriedade e respeitar a natureza.
Com isso, é possível evitar aindefinida expansão da fronteira
agrícola.
"Com isso, o Brasil não teria que ficar expandido a fronteira
agrícolaem direção à Amazônia, por exemplo", afirma Sérgio Leitão,
diretor dePolíticas Públicas do Greenpeace. "E não teríamos
consumido 93% da MataAtlântica, deixando pouco ou quase nada às
gerações futuras."
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