Apesar das muitas dúvidas - e algumas certezas - contra o milho transgênico, a maioria dos ministros do Conselho Nacional de Biossegurança autorizou o plantio e comercialização no país de variedades geneticamente modificadas da Monsanto e Bayer.
Começa nesta segunda-feira, em Bonn, na Alemanha, a 4a. reunião
das partes do Protocolo de Cartagena de Biossegurança, dentro da
Conferência da ONU sobre Diversidade Biológica (CDB), com a
participação de governos de todo o mundo. Entre os principais temas
em discussão estão a responsabilidade sobre prejuízos causados por
contaminação genética e medidas que possam ser estabelecidas para
combater os danos causados pelos transgênicos.
O Greenpeace estará presente ao encontro e luta para que os
responsáveis por contaminações genéticas paguem pelos problemas
causados ao meio ambiente, agricultores e saúde humana. Na
oportunidade será distribuído o relatório Registro de Contaminação
Transgênica 2007, lançado em fevereiro pelo Greenpeace e pela ONG
britânica GeneWatch UK sobre os casos de contaminações
ocorridos em 2007 em 23 países pelo mundo. O relatório destaca
ainda queautoridades governamentais têm dificuldades de acessar as
informaçõessobre os cultivos transgênicos, tanto comerciais quanto
experimentais.
"Asempresas de biotecnologia contaminam indiscriminadamente os
suprimentosmundiais de sementes e alimentos, além do meio ambiente,
e precisam serresponsabilizadas por isso", afirma Jan van Aken, da
campanha deAgricultura do Greenpeace Internacional. "No entanto,
essas empresas serecusam a assumir sua responsabilidade, bem como a
providenciar àsautoridades governamentais as informações
necessárias para se detectaros genes que fogem do controle."
Confira aqui o Sumário Executivo do relatório, em
português (arquivo pdf para baixar)
Se quiser conferir a íntegra do documento, em
inglês, clicar aqui.
No Brasil, alguns casos de contaminação já acontecem na região
sul do país, em plantações de soja. E com a aprovação do milho
transgênico, o número de casos tendem a aumentar. "Como nem a
CTNBio, responsável pelas aprovações de transgênicos no Brasil, nem
o governo fizeram regras que protejam os agricultores e
consumidores, estamos diante de uma situação bem preocupante no
país", afirma Gabriela Vuolo, coordenadora da campanha de
Engenharia Genética do Greenpeace Brasil, que participa da reunião
da CDB em Bonn.
Além da responsabilidade e medidas contra prejuízos,
representantes dos governos presentes ao encontro na Alemanha
negociarão outros assuntos políticos controversos, como o
compartilhamento de informações para se detectar o transporte
ilegal internacional de transgênicos.
Para facilitar a detectação e a limpeza, e prevenir que
organismos geneticamente modificados contaminem os suprimentos de
alimentos, o Greenpeace exige que a informação e os materiais de
referência para todas as plantas transgênicas existentes no mercado
global estejam disponíveis para todas as autoridades regulatórias
mundiais.
Leia também:
Confira na seção de entrevistas de nosso site
depoimentos de agricultores espanhóis que tiveram suas plantações
contaminadas por cultivos transgênicos.
Transgênicos são barrados na Europa e serão
reavaliados.
Saiba mais sobre transgênicos lendo o blog
Outra Agricultura.