Notícia - 19 - mai - 2008
Denúncia do Greenpeace foi feita após quatro meses de investigação, que contou com apoio de ex-funcionários do Nisshin Maru.
Carne de baleia obtida pelo Greenpeace no Japão, durante uma investigação que revelou o contrabando do produto do navio-fábrica Nisshin Maru, que participa do programa baleeiro no Santuário da Antártica.
O promotor público de Tóquio confirmou que investigará a denúncia feita pelo Greenpeace de que há
contrabando de carne de baleia obtida pelo programa japonês
de caça de baleias no Oceano Antártico.
No último dia 15 de maio, ativistas do Greenpeace mostraram 23,5
quilos de carne de baleia que estavam escondidas em uma das quatro
caixas enviadas por um tripulante do navio-fábrica Nisshin Maru
para sua casa. A investigação do Greenpeace durou quatro meses e
obteve informações de que o contrabando acontecia com conhecimento
de representantes do Instituto de Pesquisa Cetácea e da empresa
responsável pela frota baleeira, a Kyodo Senpaku. Além disso,
mostrou ainda que restaurantes locais e comerciantes de carne
esperavam receber a carne de baleia diretamente da tripulação do
Nisshin Maru, bem antes da liberação autorizada pelo governo, em
junho.
"Estamos felizes com a decisão tomada pela promotoria pública de
Tóquio de iniciar uma investigação sobre o caso e vamos cooperar de
todas as formas", afirmou Junichi Sato, coordenador da campanha de
Baleias do Greenpeace Japão.
"Enquanto a investigação ocorre, o governo japonês não têm outra
opção a não ser suspender imediatamente qualquer permissão de caça
para o Instituto de Pesquisas Cetáceas e para a empresa Kyodo
Senpaku, bem como suspender o subsídio dado ao programa",
acrescentou.
Representantes da empresa Kyodo Senpaku afirmaram que a carne é
apenas um 'souvenir' dado à tripulação no final da expedição, mas
há claras evidências - incluindo informações falsas contidas nas
caixas interceptadas, de que o conteúdo seria 'cartolina' - de que
a carne é contrabandeada com anuência das autoridades.
O dossiê sobre o caso pode ser acessado aqui (textos em inglês e japonês)
Leia também:
Chegou a hora do Brasil desencalhar o Santuário de
Baleias do Atlântico Sul.
Desinformação provoca resistência à conservação do
litoral paulista.