Notícia - 22 - fev - 2007
Greenpeace espera que evidências científicas sobre riscos de contaminação genética sejam levadas em conta pelos membros da Comissão e os pedidos de liberação comercial rejeitados
A 'contaminação transgênica' promovida pelo Greenpeace em
Brasília em torno de membros da CTNBio deu resultado. Eles se
reuniram no último dia 14 de fevereiro na capital federal para
discutir a liberação de algumas variedades geneticamente
modificadas de milho mas adiaram uma decisão para o próximo
encontro, marcado para março.
Leia sobre o protesto aqui.
É uma vitória - ainda que parcial - de todos que lutam pela
biossegurança do país. Há muito ainda com o que se preocupar. Na
próxima terça-feira, por exemplo, o Senado vai discutir e votar a
Medida Provisória 327, que altera as regras brasileiras para o
plantio de transgênicos no entorno das Unidades de Conservação
Ambiental.
Para piorar as coisas, a MP traz embutida duas emendas que
deixam a situação ainda mais desagradável - uma reduz o quorum
necessário para a aprovação na CTNBio de pedidos de liberação
comercial de organismos geneticamente modificados e outra legaliza
as plantações irregulares de algodão transgênico existentes no
Brasil hoje.
Vamos continuar pressionando para que tanto a comunidade
científica, como governo e parlamentares atentem para os riscos que
o Brasil corre ao dar as costas às evidências científicas de que os
transgênicos oferecem grande risco à biodiversidade nacional.
De 1996 até hoje, foram documentados 142 casos de contaminação
em diversos países, 35% deles referentes a variedades de milho
geneticamente modificados. O relatório Registros de Contaminação Transgênica - 2006,
lançado pelo Greenpeace em parceria com a rede GeneWatch, do Reino
Unido, mostra claramente que a biotecnologia está completamente
fora de controle. Nem as empresas e nem os governos estão
preparados para colocar em prática medidas que garantam a
biossegurança do país.
Veja também:
Os principais casos de contaminação de sementes de
milho em 2006