O Guia do Consumidor conta com mais de 100 empresas atuantes no mercado brasileiro, o que significa mais de 200 marcas de produtos que estão livres de transgênicos.
Mais uma empresa entrou para a lista verde do Guia do Consumidor do Greenpeace, que
relaciona os fabricantes e seus produtos que estão livres de
matéria-prima transgênica. Agora foi a vez da Dafap's,
companhia de produtos alimentares diversos - de cereais, farinhas e
pipocas a temperos e ração para pássaros.
Em fevereiro, o grupo Arcor (um dos líderes do mercado
brasileiro de guloseimas, biscoitos, chocolates e alimentos em
geral) também saiu da lista vermelha, ao
apresentar a documentação necessária comprovando que seus produtos
não eram fabricados com matéria-prima geneticamente modificada.
No total, hoje, o Guia do Consumidor conta com mais de 100
empresas atuantes no mercado brasileiro, o que significa mais de
200 marcas de produtos que estão livres de transgênicos.
"Estamos muito felizes com mais essa inclusão na lista verde de
nosso Guia do Consumidor, que mostra a preocupação da empresa em
respeitar seus consumidores e também o meio ambiente", afirma
Gabriela Vuolo, coordenadora da campanha de Engenharia Genética do
Greenpeace Brasil.
O Guia do Consumidor foi instituído pelo Greenpeace em 2002 e
desde então tem ajudado os consumidores brasileiros a se informarem
sobre a real composição dos produtos vendidos no país. A lista
ganha especial importância por conta do desrespeito das empresas à
Lei de Rotulagem, que vigora no Brasil desde 2004. Desde então,
apenas duas empresas - Cargill e Bunge - rotularam alguns produtos
(óleos de soja), e mesmo assim sob pressão de uma decisão
judicial.
Essa decisão judicial aconteceu depois que o Ministério Público
de São Paulo, baseado em denúncia feita pelo Greenpeace em 2005,
entrou com ação civil pública (em 2007) exigindo que a Bunge e a
Cargill rotulassem os óleos de soja Liza e Soya, ambos produzidos
com soja transgênica.
De acordo com a Lei de Rotulagem, todos os produtos fabricados
com mais de 1% de matéria-prima geneticamente modificadas devem
trazer essa informação no rótulo, por meio de um símbolo (um
triângulo amarelo com um T no meio).
"As empresas têm desrespeitado o direito dos brasileiros de
serem informados sobre o que estão comprando, tirando assim o seu
direito de escolha. Isso está garantido pelo Código de Defesa do
Consumidor e precisa ser respeitado", afirma Vuolo.