Notícia - 6 - ago - 2009
Organizações discutem transparência da política nuclear brasileira em Angra dos Reis (RJ), enquanto na Turquia ativistas protestam contra nova usina com tecnologia russa.
Ativistas usam máscaras dos primeiros ministros da Turquia e da Rússia para protestar contra as negociações para a construção de uma usina nuclear na capital turca com tecnologia russa.
Hoje faz 64 anos que 140 mil pessoas morreram no bombardeio atômico a cidade japonesa de Hiroshima.
A data é sempre uma oportunidade de reflexão sobre os perigos nucleares que, mesmo com depois dessa tragédia, ainda rondam o mundo. No Brasil, o dia do Holocausto nuclear será marcado pelo debate sobre a segurança em instalações nucleares. Promovido pela ONG Sapê, a discussão contará com a participação do Greenpeace e do Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).
"O Brasil herdou dos tempos da ditadura um sistema que até hoje funciona na obscuridade. Esse é um assunto estratégico, de grandes impactos ambientais e que coloca em risco a vida das pessoas. Todos os cidadãos têm o direito de saber como de fato funciona a política nuclear brasileira", diz André Amaral, coordenador da campanha de nuclear do Greenpeace.
Na capital da Turquia, Ancara, a data coincidiu com a visita do primeiro ministro Russo Vladimir Putin para negociar a instalação de uma usina nuclear com tecnologia russa. Com máscaras de Putin e do primeiro ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, os ativistas abriram uma faixa com a mensagem: "Nuclear? Não obrigado."