Novos aliados pela floresta

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Notícia - 15 - nov - 2009
Comunidades locais da Indonésia apoiam trabalho doGreenpeace e autoridades decidem não acabar com acampamento de ativistas que protegem a floresta e o clima.

Comunidade local da Indonésia apoia ativistas do Greenpeace.

A polícia da Indonésia decidiu não fechar o acampamento “Defesores do Clima” do Greenpeace graças ao apoio da população local. Mais de 300 pessoas dacomunidade Teluk Meranti impediram que a polícia removesse os ativistas do Greenpeace que estavam na área desde o início do mês para expor a destruição da floresta. Em uma ação surpreendente, o chefe de polícia revogou um processo legal e permitiu a continuidade da atividade.

O Greenpeace montou um acampamento na Península Kampar, na Sumatra, Indonésia, para pedir que os líderes mundiais assinem um acordo justo e ambicioso na Convenção do Clima da ONU e que o presidente da Indonésia Yudhoyono acabe com o desmatamento, que é uma das principais causas do aquecimento global.

“Nós estamos impressionados em ver esse extraordinário apoio das comunidades da floresta. Isso confirma a nossa crença de que população local quer as florestas em pé” disse Bustar Maitar, do Greenpeace do Sudoeste da Ásia. “É um recado muito claro ao presidente Yudhoyono, que deveria agir imediatamente para processar aqueles que destrõem a floresta e não os que tentam protegê-la”, completa.

Apesar de ter permitido a permanência dos ativistas no local, a polícia da Indonésia e as autoridades da imigração deportaram 11 estrangeiros, entre eles um brasileiro, que participaram de uma ação direta não violenta na última quinta-feira. Os ativistas abriram uma faixa em uma área recém desmatada com os dizeres: “Obama: você pode parar isso”, enquanto outros se acorrentaram em sete escavadeiras que pertencem à empresa de papel ecelulose, Asia Pacific Resource International Holdings (APRIL). Grande parte da destruição das florestas da Indonésia é causada por duas empresas de papel e celulose, que juntas, controlam mais de 73% da capacidade de produção da Indonésia.

O protesto buscava impedir a destruição da floresta e a drenagem ilegal do solo para cultivo de monoculturas. Além disso, mandava um recado direto aos líderes mundiais, principalmente o presidente americano Barack Obama, que está participando do encontro de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, em Singapura, para que ele se comprometa em cortar drasticamente as emissões e assine um acordo legalmente vinculante na Conferência do Clima da ONU em dezembro, em Copenhague. Os países desenvolvidos também devem financiar o combate do desmatamento global.

A destruição das florestas tropicais contribui com 20% das emissões de gás carbono do mundo e coloca a Indonésia como o terceiro maior emissor de gases estufa do planeta, logo atrás da China e dos Estados Unidos. Os solos alagados da floresta da Indonésia são riquíssimos em carbono. A Península Kampar sozinha contém dois bilhões de toneladas de carbono e representa um dos maiores estoques naturais do planeta.

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