Notícia - 25 - ago - 2009
Nesta época do ano, várias regiões do globo queimam devido às altas temperaturas e à baixa precipitação
Os incêndios da Grécia que começaram na sexta-feira passada
(21/08) finalmente foram contidos. Estima-se que mais de 21 mil km2
de florestas foram destruídas. As altas temperaturas e os ventos
fortes estimularam ainda mais a propagação do fogo e dificultaram o
trabalho dos bombeiros. Nesta época do ano várias partes do
Mediterrâneo, América do Sul, EUA e Rússia costumam sofrer com o
fogo.
Os incêndios deste ano na Grécia lembraram aqueles enfrentados
no verão de 2007. Com as temperaturas superiores a 40°C, havia no
Peloponeso mais de 3000 focos de incêndios que devastaram cerca de
de 19 mil km2 de florestas e provocaram a morte de 64 pessoas.
Os contornos vermelhos da imagem da Nasa de ontem (acima)
indicam pontos de fogo que chegam até a Ilha de Quíos, a leste de
Atenas. A maior parte da fumaça visível nesta imagem, no entanto,
provém de um incêndio a oeste da capital, formando uma grande nuvem
sobre o mar Jônico.
Na Espanha, os estragos também foram grandes. O fogo matou 11
pessoas em julho, quando mais de 10 mil hectares foram
destruídos.
A região Mediterrânea é caracterizada por uma grande quantidade
de microclimas. O aumento das temperaturas e a diminuição da
precipitação aumentam a inflamabilidade das florestas. Um incêndio
florestal na região libera imediatamente 20% do carbono em forma de
CO2, agravando o aquecimento global.
Na imagem da Nasa abaixo, o Nordeste da Rússia aparece com
vários grandes incêndios que avançam na província de Magadan.
Os incêndios são intensificados pelas mudanças no uso do solo e
pelo descaso do governo em implementar políticas de combate e
prevenção do fogo.
No Brasil, os incêndios que queimam grandes áreas na Amazônia
deram uma trégua no início dessa semana com as chuvas que atingiram
o Pará. O Mato Grosso, outro estado que costuma arder na seca,
identificou uma redução de 37,35% no número de focos de calor em
relação ao mesmo período do ano passado. Desde 2007, o estado
implementa uma política de combate e prevenção de incêndios.