Durante consulta pública realizada nesta quarta-feira (13/5)
emIlhabela (SP), ficou claro que pescadores artesanais, empresários
dosetor náutico e pesca submarina estão mal informados sobre a
propostada Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo de
criar Áreas deProteção Ambiental (APAs) no litoral paulista. A
criação das unidadesde conservação está marcada para o próximo dia
8 de junho e protegerátodo o litoral de São Paulo, com exceção dos
trechos dos portos deSantos e de São Sebastião.
Foram realizadas, no total, três consultas públicas: uma em
Iguape,outra em São Vicente e a última em Ilhabela esta semana.
Todos osencontros contaram com a participação da comunidade e
entidades locais,todos preocupados com as medidas anunciadas pela
Secretaria do MeioAmbiente.
O Greenpeace acompanhou a consulta pública de Ilhabela e
constatouque os pescadores artesanais estão desinformados sobre o
impacto que acriação de uma APA terá em suas vidas.
"Área de ProteçãoAmbiental é a categoria de Unidade de
Conservação mais aberta, maispermissiva dentro do Sistema Nacional
de Unidades de Conservação(SNUC)", afirma Leandra Gonçalves,
bióloga e coordenadora da campanhade Baleias do Greenpeace Brasil.
que esteve presente à reuniãorealizada em Ilhabela. "Ressaltamos a
importância dos Planos de Manejoe zoneamento contemplarem Unidades
de Consevação de Uso Sustentável, etambém Unidades de Conservação
de Proteção Integral, as quaisgarantiriam a recuperação da
biodiversidade para as futuras gerações",afirma.
Infelizmente, poucos se manifestaram a favor da criação da
APA.Roberto Francine, representante do Conselho Estadual do Meio
Ambientede São Paulo (Consema), afirmou que a iniciativa é boa, mas
que oprocesso de criação foi ruim, pois outros órgãos deveriam ter
sidoconsultados previamente.
Fábio Motta, representante do Programa Costa Atlântica da SOS
MataAtlântica, também presente à consulta pública, apoiou a criação
da APAmas afirmou que os pescadores estão sendo mal informados por
quem teminteresse em deixar o litoral paulista sem proteção.
O Greenpeace defende que a Secretaria do Meio Ambiente invista
emprogramas de informação e conscientização da comunidade pesqueira
paraque estes não sejam usados como massa de manobra de setores que
causamimpacto no meio ambiente.
"Se vocês querem continuar a pescar e permitir esse uso
parafuturas gerações, reservas marinhas devem ser criadas", afirmou
LeandraGonçalves durante a reunião em Ilhabela.
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