O navio do Greenpeace, Esperanza, entre o baleeiro Yushin Maru e o navio-fábrica Nisshin Maru, ambos da frota japonesa. Desde que a perseguição aos baleeiros japoneses começou, no dia 13 de janeiro, nenhuma baleia foi morta na Antártica.
Depois de duas semanas perseguindo a frota baleeira japonesa
para evitar a caça de baleias na Antártica, o navio Esperanza do
Greenpeace está com pouco combustível para continuar e por isso
terá que voltar ao porto. O navio Oceanic Viking, do governo da
Austrália, continuará na 'cola' da frota baleeira.
O alvo principal da perseguição do Esperanza foi o navio-fábrica
da frota baleeira Nisshin Maru. Sem ele, os demais baleeiros
ficaram impedidos de operar, o que interrompeu todo o programa de
caça de baleias do Japão na região.
O governo japonês afirmou que eles não caçariam enquanto o
Greenpeace permanecesse ao lado do Nisshin Maru.
Estima-se que a frota baleeira japonesa precisa agora capturar
aproximadamente nove baleias minke e uma fin todos os dias para
alcançar a meta de quase 1 mil baleias proposta inicialmente.
Num comunicado transmitido por rádio, em japonês e inglês, para
o Nisshin Maru, Sakyo Noda, da campanha de baleias do Greenpeace
Japão, afirmou: "acreditamos que vocês estejam sob ordens de Tóquio
para não permitir o testemunho de seu falso programa científico.
Cada um de vocês a bordo do navio deveria se perguntar por quê, se
não há nada de errado com seu programa científico, é preciso
escondê-lo do público e fugir de um protesto pacífico legítimo?"
Noda pediu à frota que abandone a caça e retorne ao Japão.
Em apenas 24 horas, mais de 20 mil pessoas enviaram emails a
Fujio Mitarai, CEO da Canon, exigindo que ele use sua posição como
chefe da Federação de Negócios do Japão, contribuindo para a
pressão sobre o governo japonês para acabar de vez com a caça de
baleias no Oceano Antártico.
Os protestos pacíficos do Greenpeace na Antártica recebeu
atenção especial no Japão. Tanto o público como a mídia começaram a
questionar a dotação de dinheiro de impostos de japoneses para
patrocinar a falsa pesquisa científica, que na verdade gera
toneladas de carne de baleias que ninguém quer comer.
"O Esperanza precisa voltar ao porto, mas a campanha para acabar
com a caça de baleias no Santuário de Baleias da Antártica
continua", afirmou Karli Thomas, líder da expedição do Greenpeace
na região. "A pressão que criamos deve agora ser transformada em
ação por empresas como a Canon, governos de todo o mundo e o povo
japonês."
"A pressão que criamos na Antártida será agora transferida para
ações nas ruas e trabalhos políticos voltados para a reunião da
Comissão Internacional Baleeira (CIB), em junho no Chile", conta
Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de Baleias do
Greenpeace Brasil que também está a bordo do Esperanza.
Leandra
está com um blog diretamente da Antártica, com mais detalhes sobre
a expedição. Confira!
Não perca também os vídeos da expedição, que podem ser acessados
aqui.
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