O potencial de países como o Brasil para a geração de energia por meio de fazendas eólica é gigantesco e o custo (financeiro e ambiental) bem menor do que o de fontes sujas como a nuclear.
A energia eólica pode produzir 12% da demanda energética mundial
eevitar a emissão de 10 billhões de toneladas de CO2 em 12 anos,
deacordo com o relatório Panorama de Energia Eólica Global
2008(Global Wind Energy Outlook 2008), elaborado em
parceria pelo ConselhoGlobal de Energia Eólica (GWEC, na sigla em
inglês) e Greenpeace. Oestudo traça cenários para o potencial de
energia eólica até 2050 eexplica como a energia pode suprir até 30%
da eletricidade mundial atélá, evitando a emissão de 1,5 bilhão de
toneladas de CO2 por ano.
"Temosapenas alguns anos para conseguir reduzir as emissões
globais de CO2 ea energia eólica tem um papel chave neste processo.
Nenhuma outratecnologia chega perto desse objetivo, considerando a
capacidade degeração, as baixas emissões e a rapidez de
implantação", disse oSecretário Geral do GWEC, Steve Sawyer.
O relatório é baseado no novo cenário [R]evolução Energética
(leia aquio sumário executivo em
português), que indica uma alta participaçãoeólica, entre hoje e
2050, na matriz elétrica mundial. Esta evoluçãodepende da adoção de
acordos climáticos concretos e da criação deregulação adequada para
as novas energias renováveis.
O estudo Panorama de Energia Eólica Global 2008 foi lançado
naConferência Global de Energia Eólica em Pequim. A China é dona
domercado de energia eólica que mais cresce hoje no mundo e deve
setornar o maior fabricante de equipamentos até o fim de 2009.
Também em Pequim, foi lançado na segunda-feira (27/10) o
relatório O Verdadeiro Custo do Carvão(arquivo em
pdf, texto em inglês), encomendado pelo Greenpeace, WWF eEnergy
Foundation. Ele calcula os custos externos do carvão ereivindica
que um preço mais justo seja adotado para o combustível.
A incorporação de custos de impactos como a poluição do ar e da
água, adegradação de ecossistemas e impactos na saúde humana
resultaria noaumento de 23% no preço do combustível. Esse número,
segundo orelatório, em vez de impactar o crescimento econômico
chinês, reduziriagastos sociais.
"As térmelétricas a carvão e a combustíveis fósseis em geral
perdempara a energia eólica não apenas no aspecto ambiental, mas
também emtermos econômicos e sociais. São muito mais caras do que
os parqueseólicos por conta do preço do combustível utilizado e tem
um potencialde geração de empregos muito menor. O setor eólico já
emprega mais de350 mil pessoas no mundo hoje e deve empregar 2
milhões de pessoas em2020" compara Ricardo Baitelo, coordenador da
campanha de EnergiasRenováveis do Greenpeace Brasil.
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