Eólicas podem reduzir emissão de 10 bilhões de toneladas de CO2 até 2020

Notícia - 29 - out - 2008
Novo estudo, baseado no relatório [R]evolução Energética, revela que energia dos ventos pode produzir até 30% da demanda mundial.

O potencial de países como o Brasil para a geração de energia por meio de fazendas eólica é gigantesco e o custo (financeiro e ambiental) bem menor do que o de fontes sujas como a nuclear.

A energia eólica pode produzir 12% da demanda energética mundial eevitar a emissão de 10 billhões de toneladas de CO2 em 12 anos, deacordo com o relatório Panorama de Energia Eólica Global 2008(Global Wind Energy Outlook 2008), elaborado em parceria pelo ConselhoGlobal de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês) e Greenpeace. Oestudo traça cenários para o potencial de energia eólica até 2050 eexplica como a energia pode suprir até 30% da eletricidade mundial atélá, evitando a emissão de 1,5 bilhão de toneladas de CO2 por ano.

"Temosapenas alguns anos para conseguir reduzir as emissões globais de CO2 ea energia eólica tem um papel chave neste processo. Nenhuma outratecnologia chega perto desse objetivo, considerando a capacidade degeração, as baixas emissões e a rapidez de implantação", disse oSecretário Geral do GWEC, Steve Sawyer.

O relatório é baseado no novo cenário [R]evolução Energética (leia aquio sumário executivo em português), que indica uma alta participaçãoeólica, entre hoje e 2050, na matriz elétrica mundial. Esta evoluçãodepende da adoção de acordos climáticos concretos e da criação deregulação adequada para as novas energias renováveis.

O estudo Panorama de Energia Eólica Global 2008 foi lançado naConferência Global de Energia Eólica em Pequim. A China é dona domercado de energia eólica que mais cresce hoje no mundo e deve setornar o maior fabricante de equipamentos até o fim de 2009.

Também em Pequim, foi lançado na segunda-feira (27/10) o relatório O Verdadeiro Custo do Carvão(arquivo em pdf, texto em inglês), encomendado pelo Greenpeace, WWF eEnergy Foundation. Ele calcula os custos externos do carvão ereivindica que um preço mais justo seja adotado para o combustível.

A incorporação de custos de impactos como a poluição do ar e da água, adegradação de ecossistemas e impactos na saúde humana resultaria noaumento de 23% no preço do combustível. Esse número, segundo orelatório, em vez de impactar o crescimento econômico chinês, reduziriagastos sociais.

"As térmelétricas a carvão e a combustíveis fósseis em geral perdempara a energia eólica não apenas no aspecto ambiental, mas também emtermos econômicos e sociais. São muito mais caras do que os parqueseólicos por conta do preço do combustível utilizado e tem um potencialde geração de empregos muito menor. O setor eólico já emprega mais de350 mil pessoas no mundo hoje e deve empregar 2 milhões de pessoas em2020" compara Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de EnergiasRenováveis do Greenpeace Brasil.

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