Eletronuclear revela acidente em RJ

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Notícia - 25 - mai - 2009
Vazamento na usina de Angra dos Reis (RJ) contamina três funcionários, mas é considerado 'leve' pela estatal. Por que então esconder a informação por dez dias?

07/04/2009 - Ativistas do Greenpeace instalam balsa flutuante com quatro turbinas eólicas simbólicas em frente às usinas nucleares de Angra dos Reis (RJ) para protestar contra os investimentos do governo brasileiro na construção de Angra 3, enquanto o potencial eólico do país é desprezado.

Um vazamento radioativo ocorrido em 15 de maio na usina nuclear Angra 2 só foi divulgado agora pela Eletronuclear, estatal que gerencia o setor. Três funcionários foram contaminados e estão em observação. A Eletronuclear afirmou em comunicado que o vazamento do material radioativo de Angra 2 foi classificado como nível 1 (o mais baixo) e por isso não há necessidade de ações reparadoras.

"O acidente em Angra 2 serve para ilustrar a incoerência de se ter no Brasil um mesmo órgão - a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) - responsável pela promoção e fiscalização da energia nuclear no país", afirma Sérgio Leitão, diretor de Campanhas do Greenpeace.

"E o fato da Eletronuclear divulgar o vazamento apenas 10 dias após o ocorrido é prova clara de que o setor nuclear no Brasil é cercado de mistério, graças à sua herança militar."

Em julho passado, duas usinas nucleares francesas tiveram vazamento de material radioativo, o que contaminou rios e prejudicou o abastecimento de água potável de algumas cidades.

Falhas de segurança foram apontadas em projetos de usinas na França e na Finlândia, inclusive em reatores considerados os mais modernos da atualidade, o EPR - que a estatal francesa Areva quer vender para o Brasil.

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