O Greenpeace publicou hoje, em Berlim, o relatório "Eólica
Offshore - sugerindo a implementação de uma nova fonte energética
para a Europa". Ele é um plano estratégico que demonstra como as
usinas de energia eólica offshore serão capazes de fornecer cerca
de 10% da demanda de eletricidade européia até 2020. O relatório é
uma ferramenta técnica na corrida para reduzir as emissões de gases
de efeito estufa e também explicita a urgência de ações políticas,
técnicas e ambientais para construir centrais elétricas que
convivam em harmonia com o meio ambiente.
O relatório discute a necessidade de integrar as usinas eólicas
offshore com a matriz energética européia. De acordo com o
documento, uma das partes críticas da solução para o abastecimento
na Europa será integrar 70 mil MW, que serão gerados nos parques
offshore, - equivalente a 70 usinas de carvão - ao quadro atual de
eletricidade. Isso vai exigir uma grade de energia como ainda não
existe até o momento.
"As mudanças climáticas são a maior ameaça que enfrentamos. Isso
representa um desafio chave que precisa ser superado por
tecnologias ambientalmente saudáveis e competitivas que ajudem a
vencer o aquecimento global. Planejamento e preparação precisam
começar agora se nós queremos garantir a construção de um painel de
eletricidade no mar. Nós insistimos para que os governos apoiem o
planejamento e a construção de estações de energia de vento
costeiro nas águas da UE", diz Sven Teske, especialista em energia
do Greenpeace Internacional.
A Europa enfrentará uma profunda transformação de seu sistema de
energia nas próximas décadas e os governos e as empresas estatais
vão decidir sobre a próxima geração de usinas, substituindo
combustíveis fósseis por energias renováveis e aumentando
intensamente a eficiência da energia. O relatório do Greenpeace,
que foi escrito por Deutsche WindGuard GmbH, mostra que a energia
eólica é uma parte fundamental da solução.
"Os governos europeus têm que redirecionar subsídios de projetos
de energia fóssil e nuclear para a implementação de energia eólica.
Esses primeiros projetos com vento costeiro são necessários para
impulsionar o potencial de redução de custos dessa nova tecnologia.
O tempo está passando e a infra-estrutura precisa estar pronta até
2015", conclui Teske.
O Greenpeace exige a adoção de alvos ambiciosos a longo prazo
para fontes de energia renováveis e para a diminuição do consumo de
energia. Todos os subsídios de combustíveis fósseis e nucleares na
UE e nos Estados membros devem ser retirados e redirecionados
imediatamente para energias renováveis.
Notas
(1) O relatório inclui mapas de todos as moinhos existentes e
planejados na União Européia e dá informações de base nos
principais aspectos de integração, as condições de taxas de impacto
ambiental e a atual estrutura política para moinhos de vento
costeiro em países do norte da Europa. Clique aqui para acessar.
O Greenpeace é uma entidade sem fins lucrativos que faz
protestos criativos e não-violentos para expor problemas ambientais
globais e para incentivar soluções que são essenciais para um
futuro verde e pacífico. Deutsche WindGuard é um serviço
independente e uma empresa de consultoria para energia eólica.
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