Ativista do Greenpeace instala turbina eólica próximo a uma usina nuclear. Apesar de termos inúmeras opções mais baratas, limpas e seguras, ainda há países que insistem em gastar bilhões em reatores atômicos.
O novo relatório Perspectivas de Tecnologias Energéticas
2008,publicado nesta sexta-feira pela Agência Internacional de
Energia(AIE), vai do céu ao inferno em poucas linhas. Se por um
lado reconheceas fontes renováveis podem suprir metade da energia
mundial até 2050,por outro insiste em apostar numa expansão da
energia nuclear e na vagatecnologia de captura e armazenamento de
carbono para atingir metas deredução de emissões de gases do efeito
estufa. Uma distração cara eperigosa, por afastar as discussões da
reais soluções para o problemaclimático.
O lançamento do documento da AIE acontece às vésperas da reunião
deministros de Energia dos países do G8, que acontece em Aomori, no
Japão.
Para contrapor a visão da AIE sobre o futuro energético do
planeta, oGreenpeace também lançou um relatório: [R]evolução Energética: Panoramade um Japão
Energeticamente Sustentável (sumário executivo para
baixarem pdf, com texto em inglês).
Elaborado em parceria com o Instituto Japonês para Políticas de
EnergiaSustentável (ISEP, na sigla em inglês), o estudo mostra como
acombinação entre tecnologias de energia renovável e programas
deeficiência energética pode providenciar uma segurança energética
com ummínimo impacto no clima. O relatório revela ainda como o
Japão poderiaconquistar sua independência do mercado de
combustíveis fósseis e suasflutuações bem como dos perigos da
energia nuclear, que corresponde acerca de 30% da geração de
energia elétrica do país.
"A combinação de fontes renováveis de energia e programas de
eficiênciaenergética é o meio mais inteligente, seguro e barato
para se combateras mudanças climáticas e melhorar a segurança
energética de um país. Ocenário energético do relatório do
Greenpeace bate com o documento daAIE sobre o potencial da energia
renovável, mas deixa claro que aenergia nuclear e o armazenamento
de carbono não são necessários e sóatrapalham, porque desviam
recursos das soluções genuínas paraenfrentar a crise climática",
afirma Sven Teske, especialista emenergia do Greenpeace
Internacional e co-autor do estudo.
De acordo com o cenário elaborado pelo Greenpeace, o Japão pode
gerarmais de 60% de sua eletricidade de fontes renováveis até 2050,
tornandoo país menos dependente da importação de combustíveis
fósseis egarantindo eletricidade mais barata para a população. O
relatório doGreenpeace também convoca o governo japonês a abraçar
uma alternativade baixa emissão de carbono para o desenvolvimento
de seu setor deenergia.
"Todos os setores da sociedade devem agir para evitar o
agravamento doaquecimento global. A prioridade dos governos deve
ser a de mudar apolítica energética", afirma Manami Suzuki,
especialista em energia doGreenpeace Japão. "O Greenpeace exige que
os ministros de energiareunidos no encontro do G8 invistam seu
tempo em decidir como alcançarum futuro limpo e renovável."
Para Marcelo Furtado, diretor de Campanhas do Greenpeace Brasil,
está mais do que na hora dos países do G8 agirem.
"Não adianta os países do G8 ficarem se reunindo e discutindo os
mesmostemas sem se comprometerem com ações concretas e metas, como
financiaro combate global às mudanças climáticas e reduzir suas
emissões até2020 em até 40% sobre os limites de 1990."
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