Notícia - 1 - jun - 2008
Enquanto o governo japonês gasta dinheiro público com a matança de baleias, país sofre com alta no preço de alimentos.
Todos os anos, em maio, a frota baleeira parte para o norte do
Oceano Pacífico para mais uma sangrenta e inútil temporada de caça
de baleias. Mas depois de um escândalo revelado pelo Greenpeace e o
medo de ser pressionado pelos países-membros do G8 na próxima
reunião do grupo, o Japão resolveu adiar a caça este ano.
Segundo informações obtidas pelo Greenpeace, a tripulação da
frota baleeira japonesa, que já deveria ter deixado o porto,
recebeu ordens para ficar em casa.
Há duas semanas, investigações do Greenpeace revelaram um
grande escândalo sobre um esquema de contrabando de carne de baleia
trazida pelo navio-fábrica Nisshin Maru do Oceano Antártico. O caso
está sendo investigado agora pela
promotoria pública de Tóquio.
"Tanto o programa de caça às baleias do Pacífico Norte como da
Antártica têm que ser encerrados. Nenhuma nova permissão à caça
deveria ser dada à empresa Kyodo Senpaku, que opera a frota
baleeira, ou ao Instituto de Pesquisa Cetácea", afirma Junichi
Sato, coordenador da campanha de Baleias do Greenpeace Japão.
"O governo está desperdiçando dinheiro público num programa que
não rende resultados científicos e não tem mercado consumidor."
O primeiro-ministro japonês Yasuo Fukuda visitará a Europa na
próxima semana, quando participará do encontro da FAO para discutir
segurança alimentar, em Roma.
"A ironia é que dinheiro público japonês está sendo gasto com
caça às baleias, que apenas uma pequena porcentagem dos japoneses
ainda considera como 'comida', quando as atenções deveriam estar
voltadas para os impactos das mudanças climáticas no suprimento de
alimentos, especialmente levando-se em conta que o Japão é um
grande importador de comida", diz Sato. "O primeiro-ministro Fukuda
deveria pensar mais em resolver esses problemas do que gastar
dinheiro público caçando baleias."
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