Esperanza é ‘banido’ do Japão

Notícia - 26 - mar - 2007
Sindicato dos Marinheiros japoneses avisou que não vai deixar navio do Greenpeace atracar no porto de Tóquio. Tripulantes do Esperanza querem discutir com o governo do Japão o fim da caça às baleias.

O navio Esperanza, do Greenpeace, está impedido de atracar no porto de Tóquio. Foi o Esperanza quem ajudou o navio-fábrica Nisshin Maru, da frota baleeira japonesa, quando este sofreu um incêndio no Mar da Antártica, este ano. O Esperanza próximo à capital japonesa e representantes do Sindicato dos Marinheiros do Japão (ASJU, na sigla em inglês) se recusam a receber o navio do Greenpeace.

A entidade acusa o Greenpeace, uma ONG ambientalista conhecida por seus princípios de não-violência - de ser uma organização terrorista e de colaborar com a Sea Shepherd Conservation Society, cujo navio colidou com uma das embarcações da frota baleeira japonesa no mês passado no Santuário das Baleias próximo à Antártica. "A AJSU está fazendo política para impedir o diálogo legítimo entre o Greenpeace e o governo japonês", afirmou Sara Holden, do Greenpeace Internacional. "Nós viemos a Tóquio para conversar com o governo japonês e suas agências baleeiras. Se eles não têm nada a esconder, não há razão para não nos deixar entrar. Mas parece ser do interesse deles deixar o público ignorante sobre o que realmente está acontecendo."

Numa crítica recente da Comissão Baleeira Internacional, cientistas afirmaram que o programa "científico" do governo japonês sobre baleias não atingiu seus objetivos, apesar de ser tocado há 18 anos e ter matado quase 7 mil baleias. Pesquisa de opinião realizada recentemente no Japão mostrou que 92% da população do país desconhece dados sobre a caça às baleias empreendida pelo governo japonês no Santuário de Baleias na Antártica. Dos que sabem sobre o assunto, mais de dois terços não aprova a caçada.

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