Estamos em Belém para mostrar que, salvar o planeta, é agora ou agora

Notícia - 24 - jan - 2009
Navio Arctic Sunrise abre para visitação pública no segundo trecho da expedição que alerta sobre a urgência de se combater já as mudanças climáticas

Arctic Sunrise, ancorado na Estação das Docas, em Belém (PA), participando da expedição Salvar o Planeta. É Agora ou Agora.

A presença do navio Arctic Sunrise na Estação das Docas, ali na'escadinha', entre os armazéns 3 e 4, tem sido uma das principaisatrações do porto de Belém nos últimos dias e, a partir das 10 horasdeste sábado, a embarcação estará aberta para visitação pública,iniciando os trabalhos da expedição Salvar o Planeta. É Agora ou Agora,do Greenpeace, na capital paraense. A partir do dia 27, o barco e aorganização ambientalista marcarão presença no Fórum Social Mundial, com extensa programação de palestras e debates - confira aqui as datas e locais.

A expedição vai percorrer um total de sete cidades brasileiras (confira os locais e datas aqui)em cerca de três meses, para alertar a população sobre os problemascausados pelo aquecimento global e pressionar os governos a tomaremmedidas urgentes contra os impactos das mudanças climáticas.  

No blog da expedição, você encontra os fatos e curiosidades da visita do Arctic Sunrise a Belém.

O tour, iniciado em Manausonde atraiu 1.200 visitantes, terá entrada gratuita e informará, de umaforma interativa e divertida, sobre a campanha e o que cidadãos egovernos devem fazer para enfrentar as mudanças climáticas. Não nosresta muito tempo para evitar os graves impactos que o efeito estufapode ter sobre o planeta. Estamos consumindo os recursos naturais deforma insustentável e alterando o clima, e só vamos alterar essepanorama com um esforço global dos sociedade civil, governos einiciativa privada mudar a forma como produzimos e consumimos.

RebecaLerer, coordenadora da expedição Salvar o Planeta. É Agora ou Agora,lembra que a ciência é clara: "Em 2015 devemos ter estabilizado asemissões globais de CO2. Até 2050, devemos ter construído uma economiade carbono zero."

Há muito o que se fazer - e pouco tempo. Aconcentração de CO2 na atmosfera tem aumentado (0,5% entre 2006 e 2007,segundo a ONU), apesar das evidências científicas cada vez maisconcretas de que o aquecimento do planeta pode provocar impactosnegativos sobre a vida das pessoas.

Mais de 300 desastresnaturais causaram sérios problemas a 117 milhões de pessoas apenas nosprimeiros três meses de 2007, principalmente em países emdesenvolvimento.

O tem papel decisivo no combate às mudançasclimáticas por ser uma das 10 maiores economicas do mundo e quartomaior poluidor do mundo. O desmatamento e o mau uso do solo,principalmente na Amazônia, são responsáveis por 75% das emissõesbrasileiras de gases do efeito estufa. A destruição da florestaamazônica libera todos os anos mais de 800 milhões de toneladas de gáscarbônico.

"As mudanças climáticas estão acontecendo a um ritmomuito maisacelerado do que o pior cenário previsto pela ciência e seus impactosjá representam o maior desafio enfrentado pela humanidade", afirmaPaulo Adario, diretor da campanha de Amazônia do Greenpeace Brasil.

"Crescimento econômico baseado no uso intensivo decarbono não significa melhoria de qualidade de vida ou segurançaglobal. Pelo contrário: a disputa por recursos cada vez mais escassosameaça colocar nações contra nações, disseminando guerras einstabilidade global."

Parafazer a sua parte no combate às mudanças climáticas, o Brasil tem quese comprometer com metas setoriais de redução de gases do efeitoestufa, zerando o desmatamento na Amazônia até 2015, promovendo asenergias renováveis e eficiência energética e implementando uma rede deáreas marinhas para proteger os oceanos.

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