Europeus querem proteção contra produtos químicos perigosos

Notícia - 7 - jul - 2003

Uma coalizão européia de ambientalistas e de grupos ligados à saúde, à mulher e ao consumidor, da qual o Greenpeace faz parte, entregou hoje à delegada de Meio Ambiente da Comissão Européia, Margot Wallstrom, a Declaração Por um Futuro Livre de Substâncias Tóxicas, assinada por mais de 22 mil pessoas. O documento pede que a CE proteja a saúde e o meio ambiente contra os produtos químicos perigosos, por meio da nova legislação européia sobre o tema.

O projeto de lei, que poderá vir a ser a mais rígida da Europa sobre o tema, está sendo submetida a uma consulta pública pela internet até dia 10 de julho.

A declaração pede ao órgão a garantia de que a nova legislação sobre as substâncias químicas inclua:

- a remoção gradativa e a substituição dos produtos químicos que se acumulam no meio ambiente, nos seres humanos e nos animais selvagens, e daqueles que alteram o funcionamento dos hormônios. A utilização destas substâncias só deverá ser permitida por períodos determinados e de maneira restrita - e somente no caso de elas serem essenciais para a sociedade, e de não possuírem alternativas seguras;

- o direito à informação, tanto para consumidores quanto para empresas, sobre quais substâncias químicas estão presentes e em quais produtos;

- a exigência de que os produtos importados pela União Européia atendam às mesmas exigências dos padrões de segurança estabelecidos para aqueles produzidos no continente.

Muitos produtos químicos fabricados pelo ser humano já foram detectados na poeira de residências e na água de chuva na Europa. Cerca de trezentos tipos dessas substâncias tóxicas também já foram encontrados no corpo de pessoas que não se expõem diretamente a elas.

Além dos 15 mil signatários da Declaração, outro documento em favor da nova legislação foi enviada à Comissão Européia por mais de 60 entidades dos EUA.

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