Exposição em Brasília: depois da tempestade, sempre vem a bonança

Notícia - 10 - dez - 2007
Tora de tauari é destinada ao artista Siron Franco para ser transformada em monumento pela proteção da floresta amazônica.

Exposição Aquecimento Global: Apague Esta Idéia passou por Brasília e coletou cerca de 1.400 mil assinaturas em dois dias para a corrente do desmatamento zero.

A exposição itinerante "Aquecimento Global: Apague essa Idéia" foi encerrada neste domingo, em Brasília, com um balanço mais do que positivo: cerca de 1.400 assinaturas foram coletadas em dois dias de atividade no Parque da Cidade.

Desde o seu início, a exposição contou com a participação de 130 voluntários de sete capitais brasileiras e, ao todo, já conseguimos mais de 9 mil participações na corrente pelo desmatamento zero - esse número contabiliza as participações online e a coleta de mais de 6 mil assinaturas em atividades em Porto Alegre, Salvador, Manaus, Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.

A corrente é um abaixo-assinado que pede ao presidente Lula a adoção de medidas para acabar com o desmatamento na Amazônia e, assim, reduzir as emissões brasileiras de gases do efeito-estufa.

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O bom resultado foi ainda mais comemorado depois da rápida tempestade ocorrida no final da tarde de sábado, que destruiu quase todas as estruturas da exposição. A copa de uma árvore caiu sobre duas barracas, montadas para a exibição de vídeos, e quase todas as estruturas de apoio dos grandes painéis de fotos que compunham a exposição ficaram totalmente retorcidas. Felizmente, ninguém ficou ferido.

"Depois da tempestade, sempre vem a bonança", disse Andre Muggiati, um dos coordenadores da exposição itinerante do Greenpeace. "Foi um momento de superação. Apesar de todo o contratempo, nosso time não deixou a peteca cair e improvisou uma nova montagem para prosseguir com a atividade. E o resultado foi animador - além da receptividade, muitas pessoas se emocionaram e realmente se aproximaram da realidade amazônica. Até poema nossa árvore ganhou!"

Leia aqui o poema Tauari, de Humberto Pellizzaro.

Nesta terça-feira, as duas toras de tauari, totalizando 12 metros, foram cedidas ao pintor, desenhista e escultor Siron Franco, que fará uma intervenção artística na árvore. O Greenpeace pretende depois levar o monumento para a Conferência sobre Diversidade Biológica (CDB), que será realizada em maio, em Bonn, na Alemanha. O objetivo é continuar chamando a atenção das pessoas que vivem distante da Amazônia sobre o papel da floresta na manutenção do equilíbrio climático global.

A destruição destes ecossistemas é responsável, hoje, por 20% das emissões totais de gases do efeito estufa. No Brasil, essa conta é ainda mais perversa: 75% do total de emissões brasileiras vêm dos desmatamentos, principalmente na Amazônia, e mudanças no uso do solo.

O tauari é a segunda árvore conseguida pelo Greenpeace para realizar a exposição itinerante. A primeira era uma castanheira, espécie protegida por lei, também queimada e derrubada ilegalmente em uma área pública no oeste do Pará. Após sua coleta, em outubro, oito ativistas foram cercados por madeireiros e pela população local de Castelo dos Sonhos e obrigados a se refugiar na base do Ibama por quase 40 horas. A tora, de 13 metros, ficou retida na cidade.

A tora de tauari saiu do sul do Amazonas e percorreu mais de seis mil quilômetros, cruzando sete estados, até chegar à Brasília.

Leia aqui detalhes dessa história toda.

Apenas no último final de semana, mais 2.200 pessoas aderiram à, a campanha do Greenpeace pedindo que o presidente Lula adote as medidas necessárias para zerar o desmatamento na Amazônia e, assim, contribuir para reduzir as emissões brasileiras de gases que provocam o aquecimento global. Agora, já são mais de 6.700 assinaturas!

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