Fórum de Mudanças Climáticas é lançado a bordo do Arctic Sunrise

Notícia - 16 - fev - 2009
Subordinado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, Fórum vai propor soluções para o aquecimento global.

Lançamento do Fórum Pernambucano de Mudanças Climáticas a bordo do navio Arctic Sunrise, em Recife.

Uma cerimônia a bordo do navio  Arctic Sunrise, do Greenpeace, reunindo ambientalistas, representantes da comunidades científica e do governo pernambucano marcou nesta terça-feira o lançamento do Fórum Pernambucano de Mudanças Climáticas. O Fórum, atrelado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, é uma instância formal criada para promover de medidas e políticas públicas relacionadas ao aquecimento global.

Confira aquia mais recente evidência de como o aquecimento global afeta o nossoplaneta - um imenso bloco de gelo, 10 vezes o tamanho da cidade de São Paulo, se desprendeu naAntártica.

Entre as ações prioritárias já identificadas pelo Fórum estão o inventário estadual de emissões de gases de efeito estufa - detalhamento da poluição gerada pelos diferentes setores econômicos, mapeamento das áreas mais vulneráveis a enchentes, secas e elevação do nível do mar e propostas de soluções para o problema. 

A cerimônia de lançamento do Fórum Pernambucano de Mudanças Climáticas fez parte das atividades da expedição Salvar o Planeta. É Agora ou Agora,que desde janeiro percorre o Brasil alertando a sociedade sobre aurgência e gravidade do aquecimento global. O navio que está em Recifedesde a última sexta-feira (13/2) e segue na próxima semana paraSalvador.

Confira aqui as próximas paradas do Arctic Sunrise.

"A criação do fórum pernambucano é especialmente relevante porque o estado fica em uma das regiões brasileiras mais vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas", ressaltou Guarany Osório, do Greenpeace.

Segundo dados apresentados no evento pelo cientista Paulo Nobre, do INPE, a população da costa é ameaçada pela elevação do nível do mar, enquanto o semi-árido corre o risco de desertificação, com o agravamento das secas.

Estudos científicos afirmam que para evitar que o planeta entre em um processo irreversível de aquecimento global, as emissões de CO2 devem ser estabilizadas até 2015; até 2050, o mundo deverá construir uma economia de carbono zero. Esse é um esforço gigantesco que envolve a participação de toda a sociedade.

"Esse fórum será prioritariamente um espaço de aglutinação. Vamos envolver as universidades, as prefeituras e as organizações civis no nosso trabalho e também vamos exigir a mobilização do governo federal", disse o secretário de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente de Pernambuco, Aristide Monteiro. 

A criação de fóruns de mudanças climáticas é uma diretriz das Nações Unidas que já foi seguida por outros três estados brasileiros: São Paulo, Bahia e Ceará. Para o Greenpeace, os fóruns abrem espaço para que as organizações locais acompanhem a ciência climática e pressionem o governo a agir.

Além das atribuições locais, os fóruns de mudanças climáticas são importantes para pressionar o governo brasileiro a adotar uma posição mais responsável na convenção da ONU sobre mudanças climáticas que em dezembro reunirá mais de 200 governos para decidir o acordo que substituirá o Protocolo de Kyoto, em 2012. 

"As principais vítimas das mudanças climáticas são as populações mais pobres. O mais cruel dessa história é que elas não são grandes emissores de gases do efeito estufa ou tomadoras de decisão. Por isso, além ambiental, o aquecimento global também é um problema ético", afirmou Paulo Adario, diretor da campanha da Amazônia do Greenpeace. "Os impactos do aquecimento global já são visíveis. Temos que agir com urgência."

Baixe as apresentações dos participantes do evento (em PDF):

Guarany Osório (Greenpeace) -104 KB

Guarany Osório e Jorgo Riss (Greenpeace)- 596 KB

Laura Valente (ICLEI)- 880 KB

Laura Valente (ICLEI)- 1,8 MB

Marcelo Mesel (SNE)- 1,7 MB

Paulo Nobre (INPE)- 1,5 MB

Eduardo Assadi (EMBRAPA) - 5,4 MB

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