Lançamento do Fórum Pernambucano de Mudanças Climáticas a bordo do navio Arctic Sunrise, em Recife.
Uma cerimônia a bordo do navio Arctic Sunrise, do Greenpeace,
reunindo ambientalistas, representantes da comunidades científica e
do governo pernambucano marcou nesta terça-feira o lançamento do
Fórum Pernambucano de Mudanças Climáticas. O Fórum, atrelado à
Secretaria de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, é uma instância
formal criada para promover de medidas e políticas públicas
relacionadas ao aquecimento global.
Confira aquia mais recente evidência de
como o aquecimento global afeta o nossoplaneta - um imenso bloco de
gelo, 10 vezes o tamanho da cidade de São Paulo, se desprendeu
naAntártica.
Entre as ações prioritárias já identificadas pelo Fórum estão o
inventário estadual de emissões de gases de efeito estufa -
detalhamento da poluição gerada pelos diferentes setores
econômicos, mapeamento das áreas mais vulneráveis a enchentes,
secas e elevação do nível do mar e propostas de soluções para o
problema.
A cerimônia de lançamento do Fórum Pernambucano de Mudanças
Climáticas fez parte das atividades da expedição Salvar o
Planeta. É Agora ou Agora,que desde janeiro percorre o
Brasil alertando a sociedade sobre aurgência e gravidade do
aquecimento global. O navio que está em Recifedesde a última
sexta-feira (13/2) e segue na próxima semana paraSalvador.
Confira aqui as próximas paradas do Arctic
Sunrise.
"A criação do fórum pernambucano é especialmente relevante
porque o estado fica em uma das regiões brasileiras mais
vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas", ressaltou
Guarany Osório, do Greenpeace.
Segundo dados apresentados no evento pelo cientista Paulo Nobre,
do INPE, a população da costa é ameaçada pela elevação do nível do
mar, enquanto o semi-árido corre o risco de desertificação, com o
agravamento das secas.
Estudos científicos afirmam que para evitar que o planeta entre
em um processo irreversível de aquecimento global, as emissões de
CO2 devem ser estabilizadas até 2015; até 2050, o mundo deverá
construir uma economia de carbono zero. Esse é um esforço
gigantesco que envolve a participação de toda a sociedade.
"Esse fórum será prioritariamente um espaço de aglutinação.
Vamos envolver as universidades, as prefeituras e as organizações
civis no nosso trabalho e também vamos exigir a mobilização do
governo federal", disse o secretário de Ciência, Tecnologia e Meio
Ambiente de Pernambuco, Aristide Monteiro.
A criação de fóruns de mudanças climáticas é uma diretriz das
Nações Unidas que já foi seguida por outros três estados
brasileiros: São Paulo, Bahia e Ceará. Para o Greenpeace, os fóruns
abrem espaço para que as organizações locais acompanhem a ciência
climática e pressionem o governo a agir.
Além das atribuições locais, os fóruns de mudanças climáticas
são importantes para pressionar o governo brasileiro a adotar uma
posição mais responsável na convenção da ONU sobre mudanças
climáticas que em dezembro reunirá mais de 200 governos para
decidir o acordo que substituirá o Protocolo de Kyoto, em
2012.
"As principais vítimas das mudanças climáticas são as populações
mais pobres. O mais cruel dessa história é que elas não são grandes
emissores de gases do efeito estufa ou tomadoras de decisão. Por
isso, além ambiental, o aquecimento global também é um problema
ético", afirmou Paulo Adario, diretor da campanha da Amazônia do
Greenpeace. "Os impactos do aquecimento global já são visíveis.
Temos que agir com urgência."
Baixe as apresentações dos
participantes do evento (em PDF):
Guarany Osório (Greenpeace) -104 KB
Guarany Osório e Jorgo Riss (Greenpeace)- 596
KB
Laura Valente (ICLEI)- 880 KB
Laura Valente (ICLEI)- 1,8 MB
Marcelo Mesel (SNE)- 1,7 MB
Paulo Nobre (INPE)- 1,5 MB
Eduardo Assadi (EMBRAPA) - 5,4 MB