Uma centena de ativistas ocuparam as obras de uma usina termelétrica a carão da E.ON em Roterdã, na Holanda.
Noventa ativistas do Greenpeace foram presos depois de
bloquearem as obras da termelétrica de Maasvlakte, em Roterdã, na
Holanda. Eles se acorrentaram e bloquearam o acesso às obras da
usina nas primeiras horas de sábado (15/11) e foram detidos pela
polícia por volta do meio-dia. Os ativistas já foram liberados.
No mesmo dia, dois navios do Greenpeace, Rainbow Warrior e
Beluga II, bloquearam trecho do porto de Roterdã para impedir o
descarregamento de carvão.
"O Greenpeace agiu para interromper um desastre climático",
afirmou Rolf Schipper, da campanha de Clima e Energia do Greenpeace
Holanda. "Nosso país já produz mais energia do que precisa, e
planeja exportar eletricidade a partir de 2009. Não faz sentido
construir uma nova termelétrica a carvão.
O carvão é o combustível fóssil mais poluidor que existe e a
maior ameaça individual ao clima do planeta. Termelétricas a carvão
dificultam o cumprimento das metas européias de cortes de emissões
de gases do efeito estufa em 30% até 2020. A empresa E.On,
proprietária da termelétrica de Maasvlakte, planeja construir oito
novas usinas por toda a Europa. A de Roterdã seria a primeira.
"E.ON está ignorando a ciência que nos diz que o carvão é o
maior perigo ao nosso clima", afirma Agnes de Rooij, da campanha de
Clima e Energia do Greenpeace Internacional. "A ação em Roterdã
levou a mensagem de que isso é inaceitável."
A ação de sábado é parte da campanha promovida pelo Greenpeace
na Europa contra a E.ON, que incluiu protesto da frota de nove
barcos, liderados pelo Rainbow Warrior, próximo à termelétrica a carvão de
Kingsnorth, no Reino Unido; ocupação pacífica do local das
obras de uma outra usina na Antuérpia, na Bélgica; e bloqueio do
abastecimento de carvão para a usina da E.ON na Sardenha, na
Itália.
O navio Rainbow Warrior está engajado em uma expedição de 10
meses contra o carvão, que começou em março, na Nova Zelândia, e
agora se encontra na Europa. Uma Estação de Resgate Climático foi
montada às margens de uma grande mina de carvão na Polônia, às
vésperas das negociações da ONU sobre mudanças climáticas, que
serão realizadas em Poznan, na Polônia, em dezembro.
Abandonar o carvão como fonte energética é essencial para se
chegar a um acordo para salvar o clima do planeta. Os governos
europeus têm que mostrar liderança e abrir mão do carvão em seus
próprios países. O relat[ório [R]evolução Energética, do
Greenpeace, mostra como a energia renovável, combinada com uma
maior eficiência energética, pode cortar as emissões globais de CO2
em até 50% e providenciar metade das necessidades energéticas do
mundo até 2050.
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