Finlândia admite: nuclear não é opção; melhor é a eficiência energética

Notícia - 16 - jan - 2008
Premier do país que pretende construir sua terceira usina atômica diz que o caminho para combater aquecimento global é a eficiência energética.

Usinas nucleares não são a resposta para o aquecimento global. Até a Finlândia já admite isso!

O primeiro-ministro da Finlândia, Matti Vanhanen, admitiu no último dia 14 que construir novas usinas nucleares para reduzir as emissões responsáveis pelo aquecimento global não é a forma correta de lutar contra as mudanças climáticas. Segundo ele, reduzir o consumo de energia, especialmente por automóveis, seria muito mais efetivo para evitar o aquecimento global.

"Não vejo como mais usinas nucleares podem ser a resposta global para as mudanças no clima", afirmou durante um discurso para o Clube Nacional da Imprensa, em Washington (EUA).

Em fase de construção, o terceiro reator da Finlândia, Olkiluoto 3, está com o cronograma atrasado em dois anos e com um orçamento estourado em milhões de euros, prejuízo que está sendo repassado aos bolsos dos contribuintes, como é de praxe no mundo.

Tendência confirmada também pelo caso da Progress Energy Florida, responsável pela construção de duas novas usinas nucleares em Levy County, nos Estados Unidos. Um alto executivo da empresa já admitiu que gastará mais do montante inicialmente planejado. O executivo não revelou valores, mas segundo estimativas da própria indústria, o custo revisado poderá ser de duas a três vezes maior do projetado há um ano. Essa alta nos custos terá impacto nas contas de energia elétrica de 1,7 milhão de consumidores americanos.

"É interessante notar que, apesar de a indústria nuclear ter encontrado no aquecimento global a desculpa que procurava para reaquecer seus negócios, nem mesmo chefes de governo e executivos envolvidos em projetos nucleares conseguem sustentar o discurso de viabilidade de seus negócios, seja pelo viés econômico, seja pelo viés ambiental", disse a coordenadora da campanha antinuclear do Greenpeace, Beatriz Carvalho.

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