Notícia - 29 - jan - 2006
Mais um país europeu se posiciona a favor do meio ambiente e não aceita fazer o trabalho sujo da indústria de biotecnologia
O Greenpeace aplaude a decisão do governo grego de estabelecer
uma proibição para o cultivo de milho geneticamente modificado. No
total, a proibição se aplica a 31 variedades de milho MON810.
"A Grécia é mais um país que mantém sua posição firme a favor do
meio ambiente e da soberania de sua agricultura e não aceita fazer
o trabalho sujo da indústria de biotecnologia", diz Myrto Pispini,
do Greenpeace Grécia.
Essa é a segunda proibição apresentada pela Grécia. Em 2004, o
governo pretendeu banir 17 variedades em seu território, mas a
Comissão Européia não aceitou. Na União Européia, o milho
transgênico é liberado para cultivo desde 1998 e as decisões que
existem são nacionais. Desta vez, o governo grego adicionou novos
argumentos e incluiu 14 novas variedades em sua proibição.
"Está cada vez mais claro que países europeus rejeitam cada dia
mais a entrada de novas variedades de transgênicos nos países",
disse Gabriela Couto, da campanha de Engenharia Genética do
Greenpeace Brasil. "O Brasil deve ter em consideração a forte
sinalização contrária aos transgênicos que a Europa apresenta".
No Brasil, foi feita uma denúncia em novembro do ano passado, de
venda de sementes ilegais de milho transgênico no Rio Grande do
Sul, trazidas ilegalmente da Argentina, fato confirmado pelo órgãos
governamentais responsáveis. "A venda e cultivo de milho
transgênico ilegal no Brasil pode afetar diretamente as relações
comerciais entre Brasil e Europa", completou.