Greenpeace apresenta Revolução Energética no 2º Fórum Social Nordestino

Notícia - 5 - ago - 2007
Ativistas da organização também protestaram contra a construção de Angra 3 durante passeata

Em Salvador, ativistas do Greenpeace participam da marcha do Fórum Social Nordestino protestando contra Angra 3

O Greenpeace participou do 2º Fórum Social Nordestino, que aconteceu 2 a 5 de agosto, na Universidade Federal da Bahia, em Salvador. A ONG levou ativistas para a passeata de abertura do evento e apresentou duas palestras sobre a questão energética e nuclear.

O fórum, que já está na segunda edição, representa um espaço democrático para a discussão e proposição de ações coletivas de organizações e movimentos da sociedade civil que se opõem a todas as formas de opressão. Os debates se concentraram em temas básicos como acesso universal à garantia de bens e serviços públicos, desenvolvimento sustentável, construção de estruturas políticas democráticas, direitos humanos e combate à violência e à discriminação.

A marcha de abertura contou com a participação de mais de mil pessoas, entre representantes de movimentos sociais, ONGs ambientalistas e estudantes.  A passeata, que seguiu da av. Sete de Setembro até a praça Castro Alves, contou com diversas manifestações artísticas e protestos bem humorados. Ativistas do Greenpeace fantasiados de Lulinha nuclear e bombas atômicas atraíram a atenção da mídia local.

Na sexta-feira, o Greenpeace apresentou a palestra "Dez motivos para dizer não a Angra 3", durante o Seminário "Central Nuclear no Nordeste Brasileiro: impactos socioambiental, de trabalho e de saúde na manipulação de produtos perigosos e nocivos". No sábado pela manhã, ocorreu a oficina Revolução Energética, com a apresentação do cenário energético brasileiro desenvolvido pelo Greenpeace e pela USP.

"O Fórum Social Nordestino é uma importante tentativa, antes inédita, de articulação dos movimentos sociais no Nordeste, para dar mais força ao combate das situações de risco por que passa a sociedade civil em toda a região", afirmou Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de energia do Greenpeace Brasil.

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