Greenpeace condena violência no Paraná

Notícia - 22 - out - 2007
O Greenpeace, entidade ambientalista pacifista, condena o uso de violência contra trabalhadores rurais por parte de seguranças armados que prestavam serviços à Syngenta e à Sociedade Rural do Oeste do Paraná (SRO-PR), em confronto ocorrido no último domingo (dia 21 de outubro) em Santa Tereza do Oeste, no Paraná. Duas pessoas morreram e outras seis ficaram gravemente feridas.

O Greenpeace acredita que todo brasileiro tem o direito de protestar e de se manifestar pacificamente, e mais do que isso, tem o dever de agir para proteger o meio ambiente, conforme o artigo 225 da Constituição de nosso país. Por isso estamos há tantos anos combatendo os transgênicos produzidos por grandes multinacionais de biotecnologia, entre elas a Syngenta. Entendemos que esses produtos geneticamente modificados representam alto risco ao meio ambiente e à saúde humana, afrontando diretamente o Princípio da Precaução consagrado pela Conferência sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento da ONU, a Rio Eco 92.

É importante lembrar que o conflito que culminou com a tragédia do último domingo teve início durante a última Convenção de Biodiversidade (CBD), em março de 2006, quando integrantes da Via Campesina ocuparam a propriedade da Syngenta para protestar contra o cultivo de variedades geneticamente modificadas nos arredores do Parque Nacional do Iguaçu - uma área de proteção ambiental. A propriedade da Syngenta era ilegal uma vez que a legislação da época proibia o cultivo de transgênicos num raio de 10 quilômetros de qualquer área de preservação, e colocava em risco a biodiversidade do local.

O Greenpeace acredita que organismos geneticamente modificados não devem ser cultivados nos arredores de áreas de proteção ambiental e que novas variedades transgênicas não devem ser liberadas comercialmente no país até que sua segurança para o meio ambiente e à saúde humana seja comprovada.

O Greenpeace repudia a atitude da multinacional Syngenta que preferiu recorrer à violência para resolver suas disputas e interesses no país.

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