Greenpeace critica falta de investimento em fontes renováveis de energia

Notícia - 20 - mar - 2001

Um dia após o afundamento da plataforma P-36 da Petrobras, na Bacia de Campos, Rio de Janeiro, o Greenpeace criticou o plano de energia apresentado pelo presidente americano George W. Bush. "Não há nada novo, original ou ousado na declaração de Bush por mais petróleo, gás natural e carvão para preencher as necessidades de energia da sociedade moderna", afirmou Délcio Rodrigues, diretor de campanhas do Greenpeace. "Ceder às pressões de indústrias e impedir a implementação de fontes de energia renováveis, como a solar ou eólica, é uma atitude irresponsável".

Os acontecimentos desta semana ilustram o risco que o posicionamento da administração Bush representa para o planeta, ao ceder às pressões da indústria do petróleo e insistir na extração do produto. O mundo inteiro assistiu ontem (10/02) ao afundamento da maior plataforma de extração de petróleo, a P-36 da Petrobras, em Macaé (RJ). A semana também marca o 12° aniversário do vazamento de Exxon Valdez, no Alasca. Tais tragédias aumentam a preocupação global sobre o custo real da extração e produção de petróleo, quando vidas e ecossistemas correm perigo.

"A crise de energia virá a tona toda vez que o meio ambiente for explorado para alimentar nossa dependência de petróleo e carvão", afirma Rodrigues. "Podemos preencher a demanda atual por energia, proteger lugares como o Ártico e interromper o aquecimento global, através da adoção de tecnologias alternativas como a energia solar, do vento e combustíveis como o álcool", completou.

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