Limpeza geral

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Notícia - 18 - set - 2009
Greenpeace e sociedade civil recolhem lixo de praias de Salvador, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. A mensagem dos voluntários para a população fala da importância dos oceanos no combate ao aquecimento global.

Em Salvador, voluntários do Greenpeace e da Biotaquática recolheram lixo no Porto da Barra.

O Greenpeace integra o Dia Mundial de Limpeza de Praias, mutirão realizado hoje em várias cidades litorâneas do Brasil. Voluntários da organização estão em quatro cidades - Itanhaém (SP), Rio, Salvador e Recife - recolhendo papéis, garrafas, latas, sacolas plásticas e outros objetos poluentes e levando informações para a população sobre o destino correto do lixo.

A atividade é realizada em apoio ao trabalho de outras organizações não-governamentais que já realizam essa tarefa anualmente, como a Ecosurfi, Biotaquática e Instituto Aqualung.

Esse tipo de poluição prejudica a saúde dos oceanos. Mares doentes podem potencializar a crise do clima. "Em boas condições, os oceanos têm condições de absorver até 50% do dióxido de carbono (CO2) produzido pela atividade humana, ajudando a mitigar os efeitos do aquecimento global", explica a coordenadora da campanha de oceanos, Leandra Gonçalves.

Veja fotos na galeria do Flickr:

O problema é potencializado pelo lixo plástico. Por ser flutuante, ele é conduzido pelas correntes marinhas e atinge todo o globo, depositando-se nas regiões costeiras. Essas áreas são justamente as mais ricas em biodiversidade.

Os animais sofrem com o acúmulo de detritos nos oceanos. Com frequência, se enroscam no lixo flutuante ou confundem o material com uma presa. Quando o engolem, o resultado em geral é a morte. O plástico flutuante nos oceanos afeta 267 espécies no mundo, incluindo aves e tartarugas. "As pessoas têm no imaginário que os oceanos são fontes inesgotáveis de recursos naturais e biodiversidade. Longe disso. A história está cheia de exemplos de áreas de pesca que entraram em colapso", afirma Leandra.

Assista ao vídeo da limpeza no Rio de Janeiro:

Para garantir a saúde dos oceanos e manter sua capacidade de absorver o CO2 da atmosfera - e, portanto, ajudar no controle do efeito estufa -, o Greenpeace trabalha para que o governo brasileiro destine 30% de sua zona costeira para a criação de áreas protegidas. Hoje, o índice é de apenas 0,4%.

A limpeza nas praias faz parte da semana de mobilização pelo clima, série de ações que o Greenpeace organiza até o dia 22 para chamar a atenção da população em torno das mudanças climáticas e cobrar compromissos reais do governo brasileiro na 15ª Conferência do Clima, em Copenhague (Dinamarca). Na reunião, que acontece em dezembro, representantes de 192 nações precisam definir uma política contra as mudanças climáticas.

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