Ativistas fantasiados de vaquinhas, animais marinhos e homem-placa solar convidaram as pessoas no local para conduzir instrumentos musicais.
O Greenpeace fez barulho, na frente do Teatro Municipal, para
mandar um recado para os líderes mundiais: é preciso agir agora
para controlar o aquecimento global. Ativistas fantasiados de
vaquinhas, animais marinhos e homem-placa solar convidaram as
pessoas no local para conduzir instrumentos musicais. As fantasias
representam temas que carecem de cuidado por parte do governo
federal.
A pecuária
é o principal vetor atual do desmatamento na Amazônia - uma fonte
importante de gás carbônico (CO2 ), que provoca o aquecimento
global. Na outra ponta, os oceanos são reguladores climáticos, por
absorver o CO2 do ar. Criar
unidades de conservação pode ajudá-los a manter essa
característica. Energias
renováveis, como a solar, por sua vez, são viáveis, não geram
gases do efeito estufa e podem substituir as usinas termelétricas
fósseis e nucleares instaladas no país. Contudo, o Brasil está
atrasado nesses campos: a floresta continua sendo derrubada, apenas
0,4% do território marinho-costeiro brasileiro está sob proteção e
existe pouco ou nenhum tipo de incentivo à geração de eletricidade
por meios de novas fontes renováveis.
Veja o vídeo:
Veja fotos na galeria do Flickr:
A ação faz parte da
semana de mobilização pelo clima, que o Greenpeace organiza até
amanhã (22 ) para chamar a atenção da população em torno das
mudanças do clima e cobrar compromissos efetivos do governo
brasileiro na
15ª Conferência do Clima, em Copenhague (Dinamarca).
Para reduzir suas emissões de gases do efeito estufa, que causam
as mudanças do clima, o país precisa zerar o desmatamento da
Amazônia, garantir que pelo menos 25% da eletricidade gerada seja a
partir de novas fontes renováveis e proteger 30% de sua zona
costeira. "O governo brasileiro pode assumir um papel de liderança
nas discussões internacionais sobre mudanças do clima, mas para
isso precisa adotar uma postura mais ambiciosa", diz João Talocchi,
coordenador da campanha de clima. "Faltando menos de 80 dias para a
reunião de Copenhague, não há propostas concretas para reduzir as
emissões brasileiras e as políticas nacionais para a Amazônia, os
oceanos e o setor de energia vão na contramão do que é necessário
para solucionar a crise climática."
A participação dos líderes globais é essencial para garantir que
um acordo seja estabelecido na conferência. Ontem, o
primeiro-ministro britânico, Gordon Brown,
anunciou sua intenção de participar. Lula, por sua vez, ainda
não se pronunciou.
Hoje é o "The Global Climate Wake Up Call", quando
milhares de ações em todo mundo buscam mobilizar a sociedade para
garantir que governantes tratem da crise climática. No Brasil, a
iniciativa é parte da TicTacTicTac, aliança de organizações
não-governamentais, sindicatos, grupos religiosos e pessoas, da
qual o Greenpeace faz parte, que busca mobilizar organizações,
redes e a sociedade para pressionar os governos a se posicionarem a
favor de um acordo justo, ambicioso e comprometido.