Greenpeace parabeniza Prefeitura pela adoção de medidas ambientalmente responsáveis

Notícia - 20 - ago - 2002
Greenpeace espera que outros municípios brasileiros sigam o exemplo e suspendam o uso de mogno em suas compras municipais

Representantes do Greenpeace estiveram presentes, hoje à tarde, na cerimônia de assinatura do decreto pelo qual a prefeitura de São Paulo suspendeu o uso de mogno em todas as compras municipais.

A decisão faz parte do Programa de Qualidade Ambiental criado pelo município e baseia-se nas restrições e proibições impostas à exploração, transporte e comercialização de mogno feitas pelo Governo Federal e pelo IBAMA.

A organização ambientalista viu com bons olhos a adoção das medidas anunciadas pela Prefeitura e considerou este primeiro passo como um importante incentivo para que outros municípios adotem medidas semelhantes, contribuindo assim para a preservação da floresta.

"O problema da Amazônia diz respeito a todos nós. Enquanto os consumidores não agirem de maneira responsável, procurando por produtos com o selo de certificação do FSC, estarão contribuindo para a destruição da maior floresta tropical do planeta", disse Frank Guggenheim, diretor-executivo do Greenpeace.

Desde 1994, o Greenpeace vem atuando na Amazônia contra a madeira de origem ilegal e a exploração predatória. O Greenpeace vê a certificação florestal pelo selo FSC (Forest Stewardship Council) como uma ferramenta necessária para mudar esta realidade, aliando a conservação dos remanescentes florestais com atividades econômicas ambientalmente sustentáveis.

A cidade de São Paulo - atualmente a maior cidade brasileira e a quinta maior cidade do mundo - é a primeira no Brasil a adotar medidas importantes no aspecto ambiental. No momento em que o mundo todo se volta para a Cúpula Mundial de Desenvolvimento Sustentável em Joanesburgo - também chamada de Rio+10, que acontece entre os dias 26 de agosto e 04 de setembro na África do Sul - esperando bons resultados e políticas concretas de implementação e financiamento, a cidade de São Paulo demonstra consciência ambiental e anuncia medidas que poderão ser o incentivo inicial para a implementação da Agenda 21 local.

Além disso, a decisão da Prefeitura representa um passo significativo na conscientização dos consumidores de madeira, já que, segundo estatísticas, mais de 85% da madeira extraída da floresta amazônica é consumida pelos próprios brasileiros (1).

(1) De acordo com o relatório "Hitting the Target", feito pelo Imazon, Imaflora e pela ONG Amigos da Terra, o Brasil consome 86% de toda a madeira extraída da floresta amazônica, sendo, assim, o maior consumidor de madeira amazônica do mundo. São Paulo é um dos maiores mercados deste produto: de cada cinco árvores cortadas na Amazônia, uma é consumida no Estado de São Paulo.

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