O Guia do Consumidor do Greenpeace lista as empresas e marcas livres de transgênicos e aquelas que podem trazer em sua composição organismos geneticamente modificados.
O grupo Arcor, um dos líderes do mercado brasileiro de
guloseimas, biscoitos, chocolates e alimentos, saiu esta semana da
lista vermelha do
Guia do Consumidor do Greenpeace, que relaciona empresas e
marcas que podem fazer uso de matéria-prima transgênica em seus
produtos. Ao todo, 12 marcas do grupo passaram da lista vermelha
para a verde, juntando-se a outras 200 marcas livres de
transgênicos que são vendidas no Brasil. Com a Arcor, agora são 110
empresas na lista verde do Guia do Consumidor.
A documentação necessária para comprovar que seus produtos não
são fabricados com matéria-prima geneticamente modificada foi
apresentada pelo grupo Arcor na semana passada.
"Parabenizamos a empresa por não usar transgênicos em seus
produtos e também pela acertada decisão de deixar isso
transparente", afirmou Gabriela Vuolo, coordenadora da campanha de
Engenharia Genética do Greenpeace Brasil. "A decisão da Arcor
mostra sua preocupação com o meio ambiente e também com o desejo de
consumidor brasileiro."
O Guia do Consumidor foi instituído pelo Greenpeace em 2002 e
desde então tem ajudado os consumidores brasileiros a se informarem
sobre a real composição dos produtos vendidos no país. A lista
ganha especial importância por conta do desrespeito das empresas à
Lei de Rotulagem, que vigora no Brasil desde 2004. Desde então,
apenas duas empresas - Cargill e Bunge - rotularam alguns
produtos, e mesmo assim sob pressão de uma decisão
judicial.
O Ministério Público de São Paulo, baseado em denúncia feita
pelo Greenpeace em 2005, entrou no ano passado com ação civil
pública na Justiça Federal exigindo que as duas empresas rotulassem
os óleos de soja Liza e Soya, ambos produzidos com soja
transgênica.
De acordo com a Lei de Rotulagem, todos os produtos fabricados
com mais de 1% de matéria-prima geneticamente modificadas devem
trazer essa informação no rótulo, por meio de um símbolo (um
triângulo amarelo com um T no meio).
"As empresas têm desrespeitado o direito dos brasileiros de
serem informados sobre o que estão comprando, tirando assim o seu
direito de escolha. Isso está garantido pelo Código de Defesa do
Consumidor e precisa ser respeitado", afirma Vuolo.
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