Jubartes se alimentam próximas ao navio Esperanza, no Oceano Antártico, onde o Greenpeace realizou pesquisa não-letal sobre a população de baleias da região.
Quem precisa de proteção são as baleias, não quem as caça. Ou a
Comissão Internacional Baleeira (CIB), que se reúne em Santiago, no
Chile, a partir desta segunda-feira (23/6), se convence disso e
redefine como instituição nesses novos termos, ou vai ficar para
trás.
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Santiago.
"Já existem ameaças suficientes no mundo para a sobrevivência
das baleias, por isso não deveríamos acrescentar mais algumas, como
a caça", afirma Karen Sack, chefe da delegação do Greenpeace
Internacional que acompanhará a reunião da CIB.
Temos que agir o quanto antes para reduzir as ameaças às baleias
como poluição, sons subaquáticos e sonares, colisões com navios,
mudanças climáticas e redes de pesca, em vez de ficar perdendo
tempo discutindo cotas de baleias que podem ser caçadas. Todos os
anos mais de 300 mil baleias e golfinhos morremnum gigantesco
emaranhado de redes pelos mares.
"A América Latina é um bom exemplo de como podemos usar as
baleias a nosso favor, sem matá-las, com pesquisas não-letais e
turismo de observação", afirma Leandra Gonçalves, da campanha de
Baleias do Greenpeace Brasil, que também participará da reunião da
CIB no Chile.
O Greenpeace também quer que o governo japonês anuncie o fim de
seu programa de 'caça científica' no Santuário de Baleias da
Antártica, que mata mais de mil baleias a cada temporada.
As três principais empresas pesqueiras do Japão, que
capitaneavam a indústria baleeira do país antes do início da
moratória à caça comercial, admitiram esta semana que não há
mercado no Japão para a carne de baleias.
"Elas afirmaram que, mesmo com o fim da moratória, não teriam
interesse em caçar baleias comercialmente", diz Wakoa Hanaoka, da
campanha de Baleias do Greenpeace Japão. "É óbvio que não há espaço
para a caça de baleias no mundo de hoje. O Japão, como membro da
CIB, deveria usar seus equipamentos e sua infra-estrutura para
contribuir com as pesquisas não-letais. Isso sim seria um
empreendimento científico verdadeiro: estudar, entender e proteger
o meio ambiente da Antártica."
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