Hora de os candidatos municipais assumirem compromisso com o meio ambiente

Notícia - 5 - ago - 2008
Plataforma ambiental do Greenpeace reúne soluções que podem ser aplicadas em qualquer município do país.

O Greenpeace lançou nesta quarta-feira sua plataforma política ambiental para os candidatos a prefeito e vereador nas eleições 2008. As propostas da organização abordam problemas ligados às mudanças climáticas, florestas, transgênicos, oceanos, entre outros temas, e podem ser aplicadas a qualquer município do Brasil.

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O documento redigido pelo Greenpeace será encaminhado aos candidatosa prefeito das principais capitais do Brasil. Os eleitores poderãoentrar no site  e enviar a plataforma para seus candidatos. Além disso,os internautas poderão fazer sugestões para serem incluídas nodocumento.

"Nosso intuito é fomentar a discussão para que todosos setores da sociedade cobrem dos políticos um compromisso com o meioambiente", diz Sérgio Leitão, diretor de Políticas Públicas doGreenpeace.

"O mundo hoje enfrenta desafios ambientais que exigem respostas dos governos municipais. É preciso pensar globalmente e agir localmente e vice-versa."

O debate sobre mudanças climáticas, por exemplo, se trava no âmbito da ONU. No entanto, o estado da Califórnia e a cidade de Nova Iorque adotaram políticas ambientais locais de mudanças climáticas que contrariam a posição do presidente Bush, que se recusa a adotar metas de redução de emissão de efeito estufa e não assinou o protocolo de Kioto.

"O estabelecimento de Planos Municipais sobre Mudanças Climáticas, com metas de redução de emissões de gases do efeito estufa e eficiência energética pode ajudar a suprir a falta de vontade do governo Lula de adotar medidas concretas para resolver a crise do clima", diz Leitão.

Incluir questões ambientais nas agendas políticas dos municípios não significa necessariamente fazer grandes investimentos. Entre as propostas do Greenpeace, muitas, como a exigência de comprovação da origem e legalidade da produção das madeiras compradas pelos órgãos públicos, só dependem de boa vontade política para serem implementadas.

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