Icebergs, baleias fins... tudo pronto para o encontro com frota baleeira

Notícia - 1 - jan - 2008
Depois de passar por mares muito ruins, Esperanza chega à Antártica para defender as baleias contra a caça japonesa.

Um dos primeiros icebergs avistados pela tripulação do Esperanza após cruzar a convergência Antártica

Expectativa em alta na tripulação do nosso Esperanza, que acaba de chegar à Antártica e pode encontrar a qualquer momento a frota baleeira japonesa. Depois de passar pela convergência Antártica (região marítima que cerca o continente gelado, cruzando os oceanos Atlântico, Pacífico e Índico), atravessando mares muito ruins, o Esperanza encontrou os primeiros icebergs e as primeiras baleias.

"A tripulação está na expectativa do encontro com a frota baleeira japonesa, que poderá ser a qualquer momento", conta Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de Oceanos do Greenpeace Brasil que está a baordo no Esperanza.

Confira aqui os detalhes da expedição no blog de Oceanos.

"Avistamos um grupo de quatro baleias fin, adultas, que correm risco de serem arpoadas aqui na Antártica pelos japoneses. Essas foram as primeiras baleias avistadas desde que iniciamos a pesquisa não-letal, esperamos encontrar mais animais a partir de agora", afirma Leandra.

Clique aqui e saiba mais sobre o nosso projeto A Trilha das Grandes Baleias, pesquisa não-letal que monitorou um grupo de 20 jubartes do sul do Oceano Pacífico até a Antártica.

Os japoneses pretendem caçar 50 fins e 935 minkes este ano. A lista inicial previa também a caça de 50 jubartes, espécie ameçada de extinção, mas graças à pressão internacional, no entanto, elas serão poupadas.

As jubartes estão salvas. É hora de salvar também as demais espécies.

O Japão alega estar praticando uma caça científica, mas já admitiu publicamente que o faz apenas para pressionar pela volta da caça comercial das baleias, interrompida desde 1986 pela moratória imposta pela Comissão Internacional Baleeira (CIB). A entidade se reunirá novamente em junho do ano que vem, no Chile, e em vez de trabalhar pelo fim da moratória à caça precisa unir esforços para a manutenção dos dispositivos de proteção às baleias e aprovar novas medidas, como o Santuário de Baleias do Atlântico Sul.

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