Internautas brasileiros exigem: libertem nossos ativistas!

Notícia - 25 - jun - 2008
Manifestantes entregam no consulado japonês em São Paulo petição com 2,5 mil cartas assinadas. Documento será enviado também à Embaixada do Japão em Brasília.

Manifestantes entregam no consulado japonês em São Paulo petição com 2,5 mil cartas assinadas.

Manifestantes do Greenpeace entregaram nesta quinta-feira, no consulado japonês do Brasil, em São Paulo uma petição assinada por 2,5 mil internautas brasileiros pedindo a liberação imediata de dois ativistas do grupo ambientalistas presos no Japão. As autoridades diplomáticas japonesas, no entanto, não receberam o documento, que ficou na portaria do consulado. A petição será encaminhada à Embaixada do Japão, em Brasília.

Os ativistas foram detidos na semana passada acusados de roubo após denunciarem o contrabando de carne de baleia por tripulantes do navio-fábrica Nisshin Maru, que participa da caça na Antártica.

A manifestação realizada na Avenida Paulista faz parte de um esforço global que já mobilizou mais de 140 mil pessoas em todo o mundo.

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Junichi Sato, 31, e Toru Suzuki, 41, foram presos em Tóquio na sexta-feira (20/6) acusados de roubar a caixa com 23,5 kg de carne de baleia, avaliada em US$ 3.000. A caixa foi interceptada para ser entregue às autoridades locais como prova da existência de ilegalidades no Programa Baleeiro Japonês no Oceano Antártico (Jarpa). O produto seria entregue na casa de um dos tripulantes do navio-fábrica Nisshin Maru, que participa da caça a baleias na Antártica.

Os ativistas fazem parte da equipe do Greenpeace que, ao longo de quatro meses,investigou denúncias sobre ilegalidades no programa científico, que estaria sendo usado como disfarce para a caça comercial. As investigações resultaram em um dossiê detalhado, entregue a Procuradoria Pública de Tóquio no dia 15 de maio, juntamente com uma peça chave da evidência: a caixa de carne de baleia interceptada pelos ativistas.

No dia da prisão de Sato e Suzuki, o escritório do Greenpeace no Japão foi revistado por mais de 10 horas. Nesse período, ninguém foi autorizado a usar o telefone e as conversas entre os funcionários do escritório foram proibidas. A operação policial realizada às vésperas da reunião anual da Comissão Internacional Baleeira (CIB), que acontece no Chile, foi absolutamente desproporcional à acusação.

"Os dois já haviam, voluntariamente, prestado depoimento na polícia e se colocado à disposição para esclarecimentos. O objetivo das autoridades japonesas com certeza era intimidar o Greenpeace e abafar as investigações sobre o contrabando de carne de baleia", disse Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de Baleias do Greenpeace Brasil que participa do encontro da CIB no Chile.

O Programa Baleeiro Japonês está registrado na Agência de Pesca como atividade de natureza científica, embora a comunidade internacional já tenha identificado o programa como um disfarce para a caça comercial. A CIB já condenou o programa repetidas vezes e pediu a interrupção de suas atividades. O Japão, no entanto, tem ignorado sistematicamente os apelos da comunidade internacional.

"Na reunião da CIB de ontem (quarta-feira, 25/6), representantes do Japão fizeram uma apresentação sobre a caça científica, mas nenhum resultado consistente foi apresentado. O que reforça mais uma vez as impressões da comunidade internacional", diz Leandra.

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