Notícia - 20 - jan - 2008
Esperanza persegue os baleeiros há 10 dias e continuará na região, para impedir a matança e cancelar de vez a atividade.
Ativistas do Greenpeace se posicionam próximo ao navio Nishin Maru com um ideograma japonês que significa a palavra 'farsa'.
O vice-ministro da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão,
Toshiro Shirasi, admitiu nesta segunda-feira, em coletiva de
imprensa, que a frota baleeira de seu país não conseguiu caçar
baleias na Antártica por conta da perseguição do navio Esperanza,
do Greenpeace.
O Esperanza vem perseguindo o navio-fábrica Nishin Maru há 10
dias seguidos, conseguindo assim paralisar toda a operação de caça
de baleias na Antártica. Sem poder contar com o navio-fábrica, a
frota baleeira japonesa não conseguir matar um único animal, já que
estariam impossibilitados de transferir as baleias para serem
armazenadas no Nishin Maru.
"O Greenpeace veio para a Antártica pacificamente para
interromper a caça e é justamente isso que conseguimos. Mas não é
suficiente paralisar a caçar apenas quando os olhos do mundo estão
voltados para a frota baleeira japonesa e quando o Esperanza está
na cola dos navios japoneses", afirmou Sakyo Noda, da campanha de
baleias do Greenpeace Japão. "Tóquio tem que tomar a decisão de
acabar agora com a atividade baleeira."
Para Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de Baleias do
Greenpeace Brasil, que também está a bordo do Esperanza,
a pressão internacional sobre o Japão está aumentando para que
interrompa de vez a caça às baleias. "A atividade não tem apoio nem
dentro da comunidade japonesa, pesquisas mostram que o consumo de
carne de baleias é cada vez menor no Japão. O Santuário de Baleias
da Antártica é um lugar de paz e de pesquisa, e para fazer ciência
não é preciso matar baleia alguma."
Clique
aqui para conhecer os bastidores da viagem do Esperanza pela
Antártica, no blog da Leandra Gonçalves.
Vídeos da expedição, o encontro e a perseguição aos baleeiros
japoneses estão no Canal das Baleias.